quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Cruzeiro pelo Nilo

Nas quatro noites seguintes fizemos um cruzeiro pelo rio Nilo. O check in no barco é feito em Aswan, e para chegar lá pegamos um trem noturno no Cairo.
A viagem de barco foi incrível! Foram dias maravilhosos. A cabine é confortável, o staff sensacional e a comida deliciosa. Ah, sim, o café da manha e a janta estavam incluídos. O barco também tinha piscina, massagem e shows de noite.

Philae

Durante esses dias passamos por lugares inesquecíveis. O primeiro foi o Templo de Philae, dedicado à deusa Isis, que fica 12 km ao sul de Aswan. Para chegar nele precisamos pegar um barquinho, pois ele fica em uma ilha. Aliás aqui cabe uma curiosidade, quando construíram a represa a Unesco realocou o templo para evitar que esse fosse destruído pela água.







Em Aswan fizemos o tradicional passeio de Felucca, um barco típico. O passeio é bem relaxante. No final do passeio passamos na frente do Cataract hotel, conhecido por ter hospedado Agatha Christie enquanto ela escrevia Morte no Nilo. 


Nosso barqueiro Núbio


Aproveitamos o dia para ir no museu Núbio (Nubian museum), que é bem interessante. Núbio é aquele que nasceu na região da Núbia, no alto Egito. Atualmente equivale ao sul do Egito e norte do Sudão. Dentro do museu as obras estão dispostas em ordem cronológica. Muita coisa legal, o que mais gostei foi a representação de uma vila núbia. A entrada do museu custa 100 EP.


Outro local muito esperado por mim era Abu Simbel. Era um sonho para mim ir, e fui! Mas como é longe! 250 km de Aswan, quase na fronteira com o Sudão. Para chegar lá saímos do barco muito cedo. A estrada, por razões de segurança, fica fechada de noite e reabre às 5 da manha, então o carro chega nesse ponto e fica esperando a polícia abri-la. 

Ramses II



Todo o perrengue vale muito, mais muito mesmo. É majestoso! São dois templos encravados na rocha construídos por ordem do faraó Ramsés II. Um em homenagem ao próprio (nunca vi alguém se amar tanto!) e outro à sua esposa preferida Nefertari.
Esses templos também não existiriam mais se não fosse a Unesco. O trabalho para salvá-los está documentado na entrada do complexo.

Templos de Abu Simbel
















Navegando pelo Nilo passamos também pelos templos de Kom Ombo e Edfu.

Kom Ombo fica cerca de 40 km ao norte de Aswan e é o único templo egípcio dedicado a duas divindades: um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo; o outro lado é dedicado ao deus falcão Horus.



Sobek
 Kom Ombo possui, ainda, um museu dedicado exclusivamente a múmias de crocodilos. Os antigos egípcios rezavam para ele pedindo força, proteção e fertilidade.



Essa foto aqui do lado, para mim, retrata o que há de mais incrível nesse templo. Essa parede mostra detalhadamente um calendário indicativo de inundação do rio Nilo, bem como as datas da colheita. 
Também há uma parede com hieróglifos de utensílios médicos utilizados pelos antigos egípcios. Super interessante!


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Com relação ao templo de Edfu, dedicado do deus Hórus, assim que se desce do navio entra-se em uma charrete que nos leva até a entrada. Dá uns 3 km de charrete no meio de um povoado bem pobre, se prepare para esta corrida. Reserve gorjeta para o 'motorista'.




Edfu ' Horus







 O templo é o segundo maior templo do Egito, o complexo mede 137 metros de comprimento, 79 metros de largura   É belíssimo, bem conservado, vale muito, mas muito mesmo, a visita.
A entrada custa 100EP (janeiro de 2018)



 






 Para quem faz o cruzeiro, como nós fizemos, essa cidades são paradas dele. Para quem não faz existe a possibilidade de chegar neles de trem.






domingo, 20 de maio de 2018

Fronteira Egito-Israel-Jordânia

Nessa viagem nossa intenção era conhecer três países: Egito, Jordânia e Israel, nessa ordem. 

Há três fronteiras entre Jordânia e Israel: pela ponte Allenby/King Hussein (perto de Amã), pela fronteira Sheikh Hussein (no norte) e pela fronteira de Wadi Araba (mar vermelho - Eilat e Aqaba)

Terminamos o passeio pelo Egito em Dahab, então precisávamos chegar na fronteira com Israel, em Eilat, para, depois, chegarmos em Aqaba, na Jordânia. 

Apesar de não mais estarmos com o nosso guia no Egito, ele nos ajudou a arrumar um meio de transporte até a fronteira com Israel. De Dahab até Eilat são duas hora de carro e pagamos 700 EP para fazer o trajeto.

O caminho é muito bonito, praias lindas, e do outro lado do golfo dá para ver montanhas que fazem parte da Arábia Saudita.

A última cidade no Egito é Taba. Aí começa a peregrinação a pé. Saltamos em Taba, guarde um dinheirinho, porque, por pessoa, paga-se 2 EP para sair do país. Foi super tranquilo sair do Egito e entrar em Israel. 

Durante o trajeto a pé na imigração, nós não trocamos shekel (moeda de Israel), o que foi péssimo. Achamos que não seria necessário, pois estávamos de passagem, e passamos aperto.

Pisamos em Israel, mas precisávamos chegar na fronteira com a Jordânia. Existem duas maneiras de fazer isso, pegando o ônibus, que fica a poucos metros da fronteira, ou pegando um táxi. Nossa intenção era pegar o ônibus, mas ele só aceita shekel, então o motorista não deixou a gente entrar. Pensamos em pegar um táxi, mas lá o táxi só para de você ligar para o ponto. Nesse momento bateu um leve desespero 😂. Começamos a andar pela rua, e ninguém. Não fazíamos ideia da distância até a fronteira, mas sabíamos que não dava para chegar andando. Eis que na nossa caminhada surge um senhor que nos ajudou. Ele ligou para o ponto de táxi! Estávamos salvos! 


Saindo de Israel



O táxi aceita cartão de crédito, então uns 30 minutos depois estávamos na fronteira com a Jordânia. Novamente papelada, pagamentos e caminhada.



Na Jordânia, o procedimento foi bem simples. Nós compramos o Jordanpass, que inclui a visto para entrada no país, então nos dirigimos até o guichê correspondente e pronto! Depois foi só encontrar nosso motorista, que estava do lado de fora nos esperando e partir para Petra.


Depois eu escrevo sobre a Jordânia, por agora vou pular para a outra fronteira.

O último país a ser visitado seria Israel. Agora não estávamos mais no sul, então passamos pela fronteira mais próxima de Amã, a King Hussein. Foi tranquilo chegar na Jordânia, mas sair foi um horror.

Pensa num mar de pessoas tentando passar por um portão quase fechado. Foi isso. Ainda bem que o motorista nos acompanhou. Ninguém fala inglês, então ele foi empurrando pessoas e gritando em árabe que nós eramos turistas, para que, assim, conseguíssemos chegar no portão.

Muita gritaria, empurra-empurra, desespero depois, passamos pelo portão, mas não sem antes molhar a mão de quem estava controlando a entrada. 

Dentro do terminal tem uma fila só para turistas, então grita mesmo lá na porta para avisar que é turista, porque a fila gigantesca é só para os locais.

Mostra passaporte, paga (10 JD por pessoa), e fica sem o passaporte até o tal do ônibus chegar. Só dentro do ônibus que eles devolvem o seu passaporte. O valor do ônibus, por pessoa, é 7,50 JD e ele parte de hora em hora.

Uma vez no ônibus rapidinho chegamos em Israel. Aí vem toda aquela segurança de praxe. Se prepare para as perguntas, revistas e tudo o mais.

Aqui fica uma grande dica. Carros particulares não passam. Caso você alugue um carro, utilize outra fronteira, porque o carro vai ficar aqui.

Outro detalhe, guarde dinheiro da Jordânia, precisa pagar a imigração e o ônibus que cruza a fronteira. Caso não tenha sobrado um dinheirinho, tem um banco dentro do terminal.

E, não esqueça de verificar o horário que a ponte está aberta antes de planejar sua viagem.

Já em Israel precisávamos chegar em Jerusalém. Na parte de fora do terminal tem um ponto de táxi. Pagamos 110,00 dólares até o nosso hotel.

Apesar do perrengue, foi tudo muito interessante. Nunca havíamos cruzado fronteira a pé. É inesquecível.














sábado, 24 de fevereiro de 2018

Egito - White Desert

Quando contratei o tour no Egito fiz questão de colocar uma noite no deserto com beduínos. E ainda bem que o fiz!

No dia marcado pegaram a gente no hotel, fomos até o Cairo e lá pegamos uma van com outros turistas. Depois de umas quatro horas de estrada chegamos em um oásis (Bahariya Oasis) no meio do deserto, que, confesso, foi decepcionante. Quando pensamos em oásis vem logo aquelas imagens na cabeça dos filmes. Não, não tem um lago no meio de dunas, ao menos não no Egito. 

Almoçamos nesse oásis, depois começamos nossa aventura com nosso personal beduíno. Dirigimos com nosso 4x4 por estradas e pelas dunas no deserto por horas. Passamos por lugares lindos, inclusive uma montanha cheia de cristal. 







Chegamos no white desert em si quando o sol já estava se pondo. É uma visão magnifica! Toda aquela formação branca, parecendo giz de cera, torna o lugar único. Parece que estamos em outro planeta.









E é isso ai que está nas fotos mesmo! Sem luz, sem barraca e sem banheiro. Nosso querido beduíno acendeu a fogueira e fez a janta. Dormimos em saco de dormir. A lua estava cheia, o que, por um lado, foi bom já que podíamos enxergar na escuridão, por outro ruim, não dava para ver bem as estrelas.






Ah, não esqueça de levar roupas para aquecer. É um deserto, logo a temperatura cai bastante a noite e ainda fomos no inverno, então estava bem frio lá para as 22:00 h.







Na manhã do dia seguinte tomamos café da manhã e iniciamos o nosso retorno. No caminho da volta paramos ainda no Black desert e em algumas hot springs. O último poço que visitamos estava com temperatura aproximada de 38º c. Bem quente!

Hot Spring                           
Black Desert


Esse passeio no deserto eu recomendo muito, mas, se a pessoa for 'fresca' melhor não fazer.

Não mencionei no primeiro post sobre o Egito, mas nossos 15 dias de viagem pelo país custaram, em torno de 800 dólares por pessoa. Esse valor incluiu os hotéis, o trem, os guias, transfer, cruzeiro no Nilo e voo interno.


Paga-se por fora as entradas, o passeio de balão (90 dólares), passeio de felucca (25 doláres), jantar com beduíno em Dahab (25 dólares), mergulho com cilindro em Dahab (40 doláres), passeio de quad em Dahab (200EP), Stand up paddle em Dahab (300 EP).

Outro detalhe que esqueci de mencionar foi a internet. No aeroporto, onde se pegam as malas, tem uma cabine da Orange. Comprei ali meu chip por uns 10 dólares com 8 giga. Me ajudou muito, pois assim ficava em contato com o pessoal do tour pelo whatsapp.

Continua...



domingo, 4 de fevereiro de 2018

Egito - Cairo

Nas férias desse ano resolvi realizar um sonho chamado Egito. Antes de ir pesquisei bastante e escolhi uma empresa de turismo chamada HolaEgypt para fazer o meu roteiro. Tinhamos 15 dias disponíveis e vários lugares incríveis para conhecer. Para informações: http://holaegypttours.com/

Assim que chegamos no aeroporto do Cairo já havia alguém esperando por nós e, frise, assim que chegamos mesmo! As empresas de turismo ficam dentro do aeroporto, antes de pegar a bagagem e antes da imigração. Então praticamente saímos do avião e já tinha alguém com meu nome esperando.
Correu tudo bem, o visto compra-se antes do carimbo no passaporte (com o papel de imigração que recebe-se no avião), em umas janelinhas que lembram aquelas que fazem câmbio no aeroporto. Ah ele custa 25 dólares. Nós mesmos colamos no passaporte e depois eles botam o carimbo.

Tudo resolvido, pegamos o transfer até o hotel. Como decidimos ficar em Giza, naqueles hoteizinhos de frente para as pirâmides, levamos uns 50 minutos até chegar. Minutos esses suficientes para ver a loucura do Cairo. É tanta gente, tanto carro, tanto barulho...
Chegamos no hotel (Best View Pyramids) felizes da vida. Até saltarmos da van. Estávamos perto das pirâmides, certo? E o que tem nas pirâmides? Camelo e cavalo. Gente, estavam todos na frente do hotel. TODOS! Era um cheiro, um cheiro que não dá para descrever. Passamos a dizer que estávamos hospedados no backstage das pirâmides. No dia seguinte já estávamos acostumados com isso. E, sério, camelo na porta? É maravilhoso!

O hotel é simples e, como na maioria dos lugares, praticamente não falam inglês. Então é um tal de "yes, my friend", "It´s ok my friend" o tempo todo, porque eles não entendem o que falamos. Sensacional!
O must do hotel é o terraço. Assim que chegamos subimos correndo para o restaurante para procurá-las. E, no meio da escuridão, nossos olhos conseguiram ver um vulto. Sim! Elas! Uma das 7 maravilhas do mundo antigo bem ali, na nossa frente. Foi muito emocionante ver as pirâmides pela primeira vez, e devo confessar que todas as vezes que eu as via, me emocionava. 

vista do hotel

A partir daí foram os melhores 15 dias da minha vida. Chuva de cultura. Experiências inesquecíveis, com um povo de tradições completamente diferentes, humilde e maravilhoso, mas que dá trabalho também. Eu nunca dei tanta gorjeta na minha vida. E pode dar sem pena, o dinheiro deles vale muito pouco. O problema é que só de você olhar para alguém já vai ter uma mão estendida esperando dinheiro. Então, tem que se acostumar com isso. É assim mesmo. E, não, nem sempre dávamos. Infelizmente, não dá para ajudar a todos.
Outro ponto importante a ser mencionado é a barganha. Barganhe sem medo de ser feliz! Algo que supostamente custa mil EP (Egyptian Pounds) no final compra-se por 200 ou 100 EP. 
Ah, mais uma dica: leve dinheiro. Tudo se paga com dinheiro. Eles preferem e poucos lugares aceitam cartão.

No dia seguinte nosso passeio começou por Saqqara, a primeira pirâmide construída. Depois fomos a Mênfis, antiga capital do Egito, e, por fim, nas Pirâmides.
Todas as entradas no Egito ficam em torno de 100/200 EP. Nas pirâmides paga-se separado para entrar nelas, portanto se quiser entrar tem que comprar o ticket do lado de fora. Meu filho entrou em uma, e, obviamente, não há nada dentro. 
Não sou adepta de passeios que envolvam animais, porque normalmente são explorados e não são bem tratados, mas estava ali e nunca havia andado de camelo. Há duas possibilidades, uma assim que se entra no local, e outra lá depois da terceira pirâmide. O passeio é mais longo quando se faz logo na entrada. Escolhi o menor, o da terceira pirâmide, durou cerca de 30 minutos e custou 25,00 dólares.
Foi maravilhoso! Um visual de tirar o fôlego. E, mesmo sendo curto, no dia seguinte estávamos com a bunda e as pernas todas doloridas.
















No Cairo fomos no museu, claro! É, sem dúvida, um dos melhores museus do mundo. Tem muita coisa, muita mesmo, mas o mais incrível é a tumba do Tutancâmon, o faraó menino. Na sua tumba, no vale dos reis, foram encontrados mais de cinco mil peças. A máscara mortuária de ouro, o seu caixão e muitos outros objetos estão no museu. O ingresso para a sala das múmias é cobrado separadamente.

Tumba do Tut
 


Continuamos nosso passeio pelo Cairo visitando a parte Copta da cidade. Os coptas são cristãos, e eles estavam presente no Egito muito antes do país adotar o islamismo. Atualmente cerca de 20 % da população ainda  é cristã copta. 
É uma visita muito interessante. Acredita-se que a Sagrada Família se escondeu na igreja de São Sergio, quando da sua fuga para o Egito. O teto da igreja tem o formato da Arca de Noé. Tem várias igrejas com grande importância histórica.
Local onde a Sagrada Família se refugiou

Teto com o formado da Arca
Depois fomos na cidadela, uma fortaleza fundada pelo líder muçulmano Saladino, que foi sede do governo egípcio por quase 700 anos. Olhando de dentro da cidadela para a cidade a gente vê tanta mesquita que consegue-se facilmente perceber porque Cairo foi apelidada de "A cidade dos Mil Minaretes". 
Dentro da fortaleza fomos em duas mesquitas. A mesquita de Mohammed Ali, um grande governante do Egito, pode ser vista de longe por causa da sua posição e do seu tamanho. A mesquita foi construída no estilo Otomano. É, sem dúvida, a maior atação da cidadela.



Uma curiosidade, nesta mesquita tem um relógio que foi presente do rei francês Louis Phillippe. Ora e porque ele deu esse presente? Porque Mohammed Ali enviou à França um dos obeliscos do Templo de Luxor. Sim, é aquele lá na Place de La Concorde, em Paris. Detalhe: o relógio não funciona!



Vale lembrar que novos museus estão sendo construídos no Cairo. Um deles fica perto das pirâmides, com abertura prevista para esse ano (2018). O Grand Egyptian Museum será o maior museu arqueológico do mundo.  
Nossa viagem pelo Egito continua nos próximos posts. :)

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

São Petersburgo - Parte 1

Como disse no post anterior aproveitamos que estávamos na Finlândia para ir também a São Petersburgo.
Para chegar lá pegamos um trem e mais ou menos 4:30 depois estávamos na cidade russa. Assim que chegamos fomos enrolados pelo taxista que cobrou três vezes mais do que deveria ter cobrado pela corrida. Como ainda estávamos inexperientes com  dinheiro local, e este é tão defasado em relação ao euro, só notamos quando a dona do apartamento airbnb que alugamos ficou chocada com o valor.

Aliás, é tudo muito barato lá. A hospedagem foi barata, a comida, as entradas...não se assustem com a quantidade de zero na conta!

 
Ter alugado esse apartamento foi uma experiência incrível. Sabe aqueles prédios russos, decrépitos, que por fora dá medo de entrar? Era assim!  Uma vez dentro, lindo! Que apartamento charmoso e bem decorado. A localização era excelente, a maior parte dos passeios fizemos a pé e com direito a muitos tombos pela neve.
 
Um detalhe da localização que arrebatou meu coração, sou fã de Dostoiévski e na esquina da rua tem uma escultura em sua homenagem, pois foi nesta rua que ele morou enquanto escreveu Crime e Castigo. 


Como chegamos de tardinha saímos em busca de um restaurante que nos fora recomendado para jantar. O nome é Teplo e, nossa, foi difícil achar no meio da neve e da noite (pouquíssimas pessoas na rua), mas valeu muito a pena. Comida deliciosa e ótimo atendimento. Aliás não tivemos problema algum com as pessoas, tirando o fato de que apenas 1% fala inglês, são extremamente simpáticos.
Em matéria de gastronomia SPB arrasa! Além do restaurante citado também fomos no Jamie Oliver Italian, Kochu Karcho (comida da Georgia) e Dachniki (comida russa), são os que lembro.
Visitar o Hermitage, que é considerado um dos maiores e melhores museus do mundo, é parada obrigatória.  O museu é composto de pequeno Hermitage, novo Hermitage, teatro e palácio de inverno, que  foi residência dos czares por 150 anos. 
Na mesma praça onde ele está situado encontramos ainda o edifício do Estado Maior e o palácio de inverno de Pedro, o grande. Atualmente o museu tem um acervo de umas 3 milhões de peças, ou seja, só morando lá para ver tudo.


Estado Maior

Hermitage






SPB é uma cidade vibrante, com muita coisa para fazer. A Catedral do Sangue Derramado é deslumbrante. Ela foi construída no mesmo local onde Czar Alexandre II foi assassinado em um atentado com bomba, por isso o nome “sobre o Sangue Derramado”. A igreja é russa ortodoxa, com aquelas cúpulas coloridas e dentro é toda de mosaico. Deslumbrante!


 Para obter maiores informações sobre as igrejas acesse http://eng.cathedral.ru/raspisanie

http://www.goingrussia.com/portfolio-item/st-nicolas-naval-cathedral/?lang=pt-pt 



A catedral fica perto da Nevsky Prospekt, que vem a ser a avenida principal da cidade. Esta avenida é cheia de bares, restaurantes, lojas e hotéis e estava super animada mesmo no inverno.
Continuando no tema igrejas, a Catedral de Nossa Senhora de Kazan também fica na Nevsky. A igreja é enorme e foi inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma. Leva esse nome porque guarda o ícone da Virgem de Kazan. A enorme porta de bronze é uma das três cópias que existem da porta do Batistério de São João em Florença- Itália.


Kazan



A Catedral de São Isaac é a maior igreja ortodoxa de SPB e uma das maiores do mundo.  A cúpula dourada tem mais de 100 kg de ouro e mais de 100 m de altura, o que me leva a pensar: Seriam os russos megalomaníacos? :)
Para visitar a cúpula é preciso subir nada mais, nada menos que 262 degraus. OK, eu não subi. Fiquei imaginado se embaixo o frio já estava grande, imagina no alto e com vento. Deveria ter subido.  No interior temos uns 300kg de ouro adornado a igreja. Ah, os ingressos são comprados na parte de trás.



 A Catedral de São Nicholas Naval foi a primeira que visitamos em SPB. Essa igreja é barroca e foi erguida na época de fundação da cidade por Pedro, o grande (Ele está em todas!). A catedral consiste de duas igrejas, cada uma localizada em andares diferentes: a igreja de São Nicolau, no piso inferior, e a Igreja da Epifânia no topo. As paredes são azuis e as cúpulas douradas. Estilo barroco, uma gracinha.






Infelizmente faltou tempo para ver todas. Termino o tema com a Catedral de Pedro e Paulo, que fica dentro da Fortaleza de São Pedro e São Paulo, falarei em outro post. Advinha quem ordenou a construção? Sim, ele, Pedro, o grande. Ela fica nas margens do rio Neva, dá para ver das janelas do Hermitage. A Catedral serve como local de sepultamento dos imperadores russos. O estilo é barroco.



Para chegar é só pegar o metrô e descer na estação Gorkovskay. Aliás, o metrô é ótimo. Clique aqui para o mapa http://www.metro.spb.ru/en/map.html





Trogir

Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus...