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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Zagreb

 Zagreb, capital da Croácia. País situado nos balcãs que já passou por muita guerra. Pertenceu à Iugoslavia e apenas em 1991 tornou-se independente com uma guerra que durou quase cinco anos.

A dona do apartamento que nós alugamos explicou que em 1991 as mulheres e crianças do país tiveram que se mudar para Zagreb para se protegerem e para deixar os homens livres para lutar. É tudo tão recente. 

Croácia é um país muito procurado no verão. Banhada pelo mar adriático, o país tem praias incríveis com uma água verde transparente. 

Apesar de fazer parte da comunidade europeia, a moeda do país é a kuna (quase o mesmo câmbio do real), mas não se engane, o país não é barato.

Zagreb é uma das cidades mais antigas da Europa central. A cidade está dividida em cidade alta e baixa. 

Dentre seus atrativos está a Catedral do século XI, que é o prédio mais alto do país.


A cidade também é conhecida pela variedade de museus. São muitos! Vão desde museu de arte até de cogumelos, passando pelos relacionamentos terminados e da ressaca. 😁

Todos os dias pela manhã a praça Kaptol dá lugar para o mercado Dolac de frutas, verduras, flores etc. O mercado é enorme e é tudo bem fresco. 

Passando para a parte alta, onde chega-se andando ou com o funicular (baratinho e a passagem é comprada no local), tem-se a Torre Lotrscak, construída no século XIII para proteger o portão sul da muralha.

A igreja de São Marcos funciona até hoje e no seu telhado tem os brasões da Croácia e da Eslovenia e é um dos prédios mais antigos da cidade. 


Descendo pela rua facilmente vê-se o Portão de Pedra (Stone Gate). Construído no Século XIII, Ele é o único portão remanescente da época medieval. Eram quatro entradas para a cidade.

Dentro do portão tem um lindo santuário. A história é a seguinte: um incêndio destruiu todas as casas da região em 1732, sobrando apenas uma pintura de Maria com o Menino. Parada obrigatória para os fiéis. 



Bem no centro, perto da praça principal, fica a rua Tkalciceva. A rua é animadíssima, cheia de bares e restaurantes. Aproveito para indicar um restaurante que tem um comida típica deliciosa: La struk. Fica numa travessa dessa rua badalada. 

Nos hospedamos em um Airbnb que estava bem localizado. Perto do museu tecnológico e do Mimara. Com supermercado na esquina. Valeu super a pena! 

Caso você chegue de avião tem um ônibus que vai direto para a estação de ônibus. Custa 35 kn e pode ser comprado on line ou direito com o motorista. Normalmente tem ônibus a cada 30 minutos. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Paris e seus museus




Na época que eu fui comissária eu fui muitas vezes à Paris. Então, é uma cidade que, apesar de não ser novidade, é sempre bom visitar e sempre tem algo novo para ver.


Dessa vez eu revisitei alguns lugares, como o Louvre, e conheci outros. 


Por estarmos no meio de uma pandemia é necessário comprovar a vacinação para entrar nos locais fechados. 


Decidi não fazer o passe sanitário deles, pois custa 37 euros e o nosso dinheiro está muito desvalorizado para ficar gastando com coisas desnecessárias. Digo isso porque o nosso bom conectsus foi aceito em todos os lugares. Dito isso, não esqueça da máscara e aproveite! 


Paris tem vários museus incríveis, não tenho como e nem tenho a pretensão de falar de todos.  Dessa vez resolvemos voltar naquele que mais representa a cidade. Adivinha  qual?? Sim, o Louvre 🤩


Atualmente para entrar no Louvre é necessário comprar os ingressos on-line (https://www.louvre.fr/ Eu paguei 17 euros na entrada e a do meu filho, menor de 18 anos, foi de graça. 😁


É sempre bom lembrar que a Monalisa fica na aérea Denon do museu. Mas ele tem muito, muito mais do que a Mona! 

Não deixe de ver a parte do oriente médio, que é incrível! 

Ah, o código de Hamurabi também está no museu. 

Reserve algumas boas horas para a visita.


Dica: 

1- tem armários para guardar bolsas e casacos (de graça);

2- dentro do museu tem cafés e restaurante 

3- metro linhas 1 e 7, estação Palaus-Royal/Musee du Louvre ou linha 14, estação Pyramides


⭐️ Resolvi conhecer onde Napoleão Bonaparte. está enterrado. Sim, ele mesmo! 





O local é chamado de Les Invalides, pois Luis XIV, preocupado com os soldados franceses, decidiu construir acomodações e hospital para eles. 


Atualmente,  guarda um museu muito bom sobre as Guerras Mundiais. O lugar é mais interessante do que parece. Vale a visita! 


💡A entrada de adulto foi 14 euros e a de menor de 18 anos também foi de graça.


💡Como chegar: Metrô número 8 ou 13.


⭐️Outro museu que sou mega fã é o museu D’orsay. O acervo é incrível! Tem pinturas impressionistas e pós-impressionistas. Tem Van Gogh, Renoir, Cezanne etc. sem dúvida é o meu museu preferido em Paris.


💡A entrada custa 16 euros para adultos. 

💡  Metrô linha 12, estação  Solférino


⭐️ Museu Rodin. Rodin é conhecido por suas esculturas em bronze. Eu já fui e acho interessantíssimo. Dentre outras obras, o Pensador e a Porta do Inferno estão lá. 


Rodin morou na casa, que hoje abriga o museu, até a sua morte. A casa é linda e o jardim é muito bonito. Ao todo são mais de 6.000 esculturas, além de pinturas, gravuras e cerâmicas. 


Dentro também tem obras de Camille Claudel, que foi sua assistente por quase dez anos. Eles tinham uma relação bastante difícil. Hoje ela é considerada um gênio da escultura.


💡A entrada custa 13 euros 

💡No primeiro domingo do mês a entrada é gratuita, de outubro a março. Não precisa fazer reserva

💡 Metrô Varenne, linha 13


⭐️ O Petit Palais é o museu de belas artes de Paris. Só o prédio já vale a visita. É muito bonito. Fácil de achar, ele fica pertinho da Champs-Elysee.


💡O acervo permanente é gratuito, só paga-se pelas exposições temporárias. 



  




Destaco, brevemente, o museu Picasso, o centro Pompidou, Orangerie. E a lista continua…


terça-feira, 1 de janeiro de 2019

África do Sul - Joanesburgo


Para começar a contar sobre essa viagem incrível que acabei de fazer vou falar sobre coisas práticas.

Alugamos carro e dirigimos o tempo todo. As estradas são maravilhosas, um tapete. Algumas têm pedágio. Não esqueça que a mão aqui é inglesa, logo é  melhor alugar um carro automático.

Logo no aeroporto comprei um sim card na Vodafone. Funciona perfeitamente. Na loja vão tentar te empurrar um adaptador de tomada. Eu comprei :(, mas não tinha necessidade. Todo hotel que fiquei também tinha tomada de dois pinos.

O país é bonito, organizado, as pessoas são simpáticas, a comida é ótima e, em momento algum, achei violento. Confesso que estava bem receosa com esse ponto, mas, principalmente para quem mora no Brasil, não achei nada perigoso. Na realidade, Rio e São Paulo são bem mais perigosos.

Em relação ao dinheiro, achei o país barato.

O roteiro foi o seguinte: Joanesburgo, Kruger, Suazilândia, Port Elizabeth e Cape Town.

O deslocamento entre Joburg e Port Elizabeth (voei pela Mango) e de Cape Town – Joburg (kulula) foi feito de avião, pois, infelizmente, eu não tinha tempo para ir dirigindo, as distâncias são enormes.

Fiz todo o roteiro por conta própria, apenas peguei um guia em Joanesburgo, pois achei que o teor histórico do passeio merecia. E acertei!

Tinha planejado dois dias em Joanesburgo, mas a viagem para a África do Sul começou toda errada. A Avianca cancelou o voo de conexão sem avisar e com isso perdermos o voo para Joanesburgo. Diante desse fato, os dois dias viraram um, e bem corrido.

Antes de ir eu contratei um tour pela cidade com a Felleng tours. Ótima escolha! O nosso guia Rudie foi muito bom. Chegamos no hotel e logo ele estava lá.

A primeira parada foi naquelas antigas torres de energia famosas de Soweto, que agora servem para esportes radicais.






 No caminho ele fez questão de parar em uma barraquinha para mostrar o que as pessoas mais pobres da área comiam. Eu, por ser vegetariana, não consegui olhar. Eram restos de cabeça de boi com uma papa feita de farinha.

Na sequência fomos na praça Walter Sisulu, cuja importância história é enorme. Foi nessa praça que, em 1955, durante o regime do apartheid, Mandela e outros se reuniram como Congresso do Povo e elaboraram a Carta da Liberdade. Ela pode ser lida dentro do monumento da praça.



Aqui caminhamos para ver pessoas e seus hábitos. Conhecemos curandeiros e almoçamos com o pessoal na rua (comida deliciosa). A comida consistia em repolho, a papa de farinha e frango frito.

O tour continuou com a parada na casa em que Mandela morou antes de ser preso. Na realidade, quando ele saiu da prisão ainda ficou um tempo nela, mas logo mudou, pois não tinha segurança e privacidade.




É extremamente interessante ver como ele e Winnie moravam. Como eram pessoas humildes e a força e influência deles no povo. Bem emocionante.





Por fim, fomos no museu do Apartheid. Parada obrigatória. Se for para escolher uma atração na cidade, com certeza, é essa! O museu é muito bonito, bem grande, e o teor é triste e pesado.
Em uma parte tem uma exposição sobre Mandela e na outra sobre o Apartheid em si. O bilhete de entrada do museu já é chocante. 


A entrada é dividida em brancos e não brancos para mostrar aos visitantes como era á época. A gente acha que sabe algo sobre esse sistema de discriminação racial, mas depois de passar pelo museu fica claro que não sabíamos nada.


















O dia foi intenso, foi corrido, mas foi maravilhoso! Ficamos hospedados no C.A.G The Vantage, em Sandton, e aprovamos. Boa localização, ao lado de um shopping.

Jantamos no Jamie´s Italian, em Melrose, e também adorei esse bairro para se hospedar.



quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Cruzeiro pelo Nilo

Nas quatro noites seguintes fizemos um cruzeiro pelo rio Nilo. O check in no barco é feito em Aswan, e para chegar lá pegamos um trem noturno no Cairo.
A viagem de barco foi incrível! Foram dias maravilhosos. A cabine é confortável, o staff sensacional e a comida deliciosa. Ah, sim, o café da manha e a janta estavam incluídos. O barco também tinha piscina, massagem e shows de noite.

Philae

Durante esses dias passamos por lugares inesquecíveis. O primeiro foi o Templo de Philae, dedicado à deusa Isis, que fica 12 km ao sul de Aswan. Para chegar nele precisamos pegar um barquinho, pois ele fica em uma ilha. Aliás aqui cabe uma curiosidade, quando construíram a represa a Unesco realocou o templo para evitar que esse fosse destruído pela água.







Em Aswan fizemos o tradicional passeio de Felucca, um barco típico. O passeio é bem relaxante. No final do passeio passamos na frente do Cataract hotel, conhecido por ter hospedado Agatha Christie enquanto ela escrevia Morte no Nilo. 


Nosso barqueiro Núbio


Aproveitamos o dia para ir no museu Núbio (Nubian museum), que é bem interessante. Núbio é aquele que nasceu na região da Núbia, no alto Egito. Atualmente equivale ao sul do Egito e norte do Sudão. Dentro do museu as obras estão dispostas em ordem cronológica. Muita coisa legal, o que mais gostei foi a representação de uma vila núbia. A entrada do museu custa 100 EP.


Outro local muito esperado por mim era Abu Simbel. Era um sonho para mim ir, e fui! Mas como é longe! 250 km de Aswan, quase na fronteira com o Sudão. Para chegar lá saímos do barco muito cedo. A estrada, por razões de segurança, fica fechada de noite e reabre às 5 da manha, então o carro chega nesse ponto e fica esperando a polícia abri-la. 

Ramses II



Todo o perrengue vale muito, mais muito mesmo. É majestoso! São dois templos encravados na rocha construídos por ordem do faraó Ramsés II. Um em homenagem ao próprio (nunca vi alguém se amar tanto!) e outro à sua esposa preferida Nefertari.
Esses templos também não existiriam mais se não fosse a Unesco. O trabalho para salvá-los está documentado na entrada do complexo.

Templos de Abu Simbel
















Navegando pelo Nilo passamos também pelos templos de Kom Ombo e Edfu.

Kom Ombo fica cerca de 40 km ao norte de Aswan e é o único templo egípcio dedicado a duas divindades: um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo; o outro lado é dedicado ao deus falcão Horus.



Sobek
 Kom Ombo possui, ainda, um museu dedicado exclusivamente a múmias de crocodilos. Os antigos egípcios rezavam para ele pedindo força, proteção e fertilidade.



Essa foto aqui do lado, para mim, retrata o que há de mais incrível nesse templo. Essa parede mostra detalhadamente um calendário indicativo de inundação do rio Nilo, bem como as datas da colheita. 
Também há uma parede com hieróglifos de utensílios médicos utilizados pelos antigos egípcios. Super interessante!


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Com relação ao templo de Edfu, dedicado do deus Hórus, assim que se desce do navio entra-se em uma charrete que nos leva até a entrada. Dá uns 3 km de charrete no meio de um povoado bem pobre, se prepare para esta corrida. Reserve gorjeta para o 'motorista'.




Edfu ' Horus







 O templo é o segundo maior templo do Egito, o complexo mede 137 metros de comprimento, 79 metros de largura   É belíssimo, bem conservado, vale muito, mas muito mesmo, a visita.
A entrada custa 100EP (janeiro de 2018)



 






 Para quem faz o cruzeiro, como nós fizemos, essa cidades são paradas dele. Para quem não faz existe a possibilidade de chegar neles de trem.






domingo, 4 de fevereiro de 2018

Egito - Cairo

Nas férias desse ano resolvi realizar um sonho chamado Egito. Antes de ir pesquisei bastante e escolhi uma empresa de turismo chamada HolaEgypt para fazer o meu roteiro. Tinhamos 15 dias disponíveis e vários lugares incríveis para conhecer. Para informações: http://holaegypttours.com/

Assim que chegamos no aeroporto do Cairo já havia alguém esperando por nós e, frise, assim que chegamos mesmo! As empresas de turismo ficam dentro do aeroporto, antes de pegar a bagagem e antes da imigração. Então praticamente saímos do avião e já tinha alguém com meu nome esperando.
Correu tudo bem, o visto compra-se antes do carimbo no passaporte (com o papel de imigração que recebe-se no avião), em umas janelinhas que lembram aquelas que fazem câmbio no aeroporto. Ah ele custa 25 dólares. Nós mesmos colamos no passaporte e depois eles botam o carimbo.

Tudo resolvido, pegamos o transfer até o hotel. Como decidimos ficar em Giza, naqueles hoteizinhos de frente para as pirâmides, levamos uns 50 minutos até chegar. Minutos esses suficientes para ver a loucura do Cairo. É tanta gente, tanto carro, tanto barulho...
Chegamos no hotel (Best View Pyramids) felizes da vida. Até saltarmos da van. Estávamos perto das pirâmides, certo? E o que tem nas pirâmides? Camelo e cavalo. Gente, estavam todos na frente do hotel. TODOS! Era um cheiro, um cheiro que não dá para descrever. Passamos a dizer que estávamos hospedados no backstage das pirâmides. No dia seguinte já estávamos acostumados com isso. E, sério, camelo na porta? É maravilhoso!

O hotel é simples e, como na maioria dos lugares, praticamente não falam inglês. Então é um tal de "yes, my friend", "It´s ok my friend" o tempo todo, porque eles não entendem o que falamos. Sensacional!
O must do hotel é o terraço. Assim que chegamos subimos correndo para o restaurante para procurá-las. E, no meio da escuridão, nossos olhos conseguiram ver um vulto. Sim! Elas! Uma das 7 maravilhas do mundo antigo bem ali, na nossa frente. Foi muito emocionante ver as pirâmides pela primeira vez, e devo confessar que todas as vezes que eu as via, me emocionava. 

vista do hotel

A partir daí foram os melhores 15 dias da minha vida. Chuva de cultura. Experiências inesquecíveis, com um povo de tradições completamente diferentes, humilde e maravilhoso, mas que dá trabalho também. Eu nunca dei tanta gorjeta na minha vida. E pode dar sem pena, o dinheiro deles vale muito pouco. O problema é que só de você olhar para alguém já vai ter uma mão estendida esperando dinheiro. Então, tem que se acostumar com isso. É assim mesmo. E, não, nem sempre dávamos. Infelizmente, não dá para ajudar a todos.
Outro ponto importante a ser mencionado é a barganha. Barganhe sem medo de ser feliz! Algo que supostamente custa mil EP (Egyptian Pounds) no final compra-se por 200 ou 100 EP. 
Ah, mais uma dica: leve dinheiro. Tudo se paga com dinheiro. Eles preferem e poucos lugares aceitam cartão.

No dia seguinte nosso passeio começou por Saqqara, a primeira pirâmide construída. Depois fomos a Mênfis, antiga capital do Egito, e, por fim, nas Pirâmides.
Todas as entradas no Egito ficam em torno de 100/200 EP. Nas pirâmides paga-se separado para entrar nelas, portanto se quiser entrar tem que comprar o ticket do lado de fora. Meu filho entrou em uma, e, obviamente, não há nada dentro. 
Não sou adepta de passeios que envolvam animais, porque normalmente são explorados e não são bem tratados, mas estava ali e nunca havia andado de camelo. Há duas possibilidades, uma assim que se entra no local, e outra lá depois da terceira pirâmide. O passeio é mais longo quando se faz logo na entrada. Escolhi o menor, o da terceira pirâmide, durou cerca de 30 minutos e custou 25,00 dólares.
Foi maravilhoso! Um visual de tirar o fôlego. E, mesmo sendo curto, no dia seguinte estávamos com a bunda e as pernas todas doloridas.
















No Cairo fomos no museu, claro! É, sem dúvida, um dos melhores museus do mundo. Tem muita coisa, muita mesmo, mas o mais incrível é a tumba do Tutancâmon, o faraó menino. Na sua tumba, no vale dos reis, foram encontrados mais de cinco mil peças. A máscara mortuária de ouro, o seu caixão e muitos outros objetos estão no museu. O ingresso para a sala das múmias é cobrado separadamente.

Tumba do Tut
 


Continuamos nosso passeio pelo Cairo visitando a parte Copta da cidade. Os coptas são cristãos, e eles estavam presente no Egito muito antes do país adotar o islamismo. Atualmente cerca de 20 % da população ainda  é cristã copta. 
É uma visita muito interessante. Acredita-se que a Sagrada Família se escondeu na igreja de São Sergio, quando da sua fuga para o Egito. O teto da igreja tem o formato da Arca de Noé. Tem várias igrejas com grande importância histórica.
Local onde a Sagrada Família se refugiou

Teto com o formado da Arca
Depois fomos na cidadela, uma fortaleza fundada pelo líder muçulmano Saladino, que foi sede do governo egípcio por quase 700 anos. Olhando de dentro da cidadela para a cidade a gente vê tanta mesquita que consegue-se facilmente perceber porque Cairo foi apelidada de "A cidade dos Mil Minaretes". 
Dentro da fortaleza fomos em duas mesquitas. A mesquita de Mohammed Ali, um grande governante do Egito, pode ser vista de longe por causa da sua posição e do seu tamanho. A mesquita foi construída no estilo Otomano. É, sem dúvida, a maior atação da cidadela.



Uma curiosidade, nesta mesquita tem um relógio que foi presente do rei francês Louis Phillippe. Ora e porque ele deu esse presente? Porque Mohammed Ali enviou à França um dos obeliscos do Templo de Luxor. Sim, é aquele lá na Place de La Concorde, em Paris. Detalhe: o relógio não funciona!



Vale lembrar que novos museus estão sendo construídos no Cairo. Um deles fica perto das pirâmides, com abertura prevista para esse ano (2018). O Grand Egyptian Museum será o maior museu arqueológico do mundo.  
Nossa viagem pelo Egito continua nos próximos posts. :)

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

São Petersburgo - Parte 1

Como disse no post anterior aproveitamos que estávamos na Finlândia para ir também a São Petersburgo.
Para chegar lá pegamos um trem e mais ou menos 4:30 depois estávamos na cidade russa. Assim que chegamos fomos enrolados pelo taxista que cobrou três vezes mais do que deveria ter cobrado pela corrida. Como ainda estávamos inexperientes com  dinheiro local, e este é tão defasado em relação ao euro, só notamos quando a dona do apartamento airbnb que alugamos ficou chocada com o valor.

Aliás, é tudo muito barato lá. A hospedagem foi barata, a comida, as entradas...não se assustem com a quantidade de zero na conta!

 
Ter alugado esse apartamento foi uma experiência incrível. Sabe aqueles prédios russos, decrépitos, que por fora dá medo de entrar? Era assim!  Uma vez dentro, lindo! Que apartamento charmoso e bem decorado. A localização era excelente, a maior parte dos passeios fizemos a pé e com direito a muitos tombos pela neve.
 
Um detalhe da localização que arrebatou meu coração, sou fã de Dostoiévski e na esquina da rua tem uma escultura em sua homenagem, pois foi nesta rua que ele morou enquanto escreveu Crime e Castigo. 


Como chegamos de tardinha saímos em busca de um restaurante que nos fora recomendado para jantar. O nome é Teplo e, nossa, foi difícil achar no meio da neve e da noite (pouquíssimas pessoas na rua), mas valeu muito a pena. Comida deliciosa e ótimo atendimento. Aliás não tivemos problema algum com as pessoas, tirando o fato de que apenas 1% fala inglês, são extremamente simpáticos.
Em matéria de gastronomia SPB arrasa! Além do restaurante citado também fomos no Jamie Oliver Italian, Kochu Karcho (comida da Georgia) e Dachniki (comida russa), são os que lembro.
Visitar o Hermitage, que é considerado um dos maiores e melhores museus do mundo, é parada obrigatória.  O museu é composto de pequeno Hermitage, novo Hermitage, teatro e palácio de inverno, que  foi residência dos czares por 150 anos. 
Na mesma praça onde ele está situado encontramos ainda o edifício do Estado Maior e o palácio de inverno de Pedro, o grande. Atualmente o museu tem um acervo de umas 3 milhões de peças, ou seja, só morando lá para ver tudo.


Estado Maior

Hermitage






SPB é uma cidade vibrante, com muita coisa para fazer. A Catedral do Sangue Derramado é deslumbrante. Ela foi construída no mesmo local onde Czar Alexandre II foi assassinado em um atentado com bomba, por isso o nome “sobre o Sangue Derramado”. A igreja é russa ortodoxa, com aquelas cúpulas coloridas e dentro é toda de mosaico. Deslumbrante!


 Para obter maiores informações sobre as igrejas acesse http://eng.cathedral.ru/raspisanie

http://www.goingrussia.com/portfolio-item/st-nicolas-naval-cathedral/?lang=pt-pt 



A catedral fica perto da Nevsky Prospekt, que vem a ser a avenida principal da cidade. Esta avenida é cheia de bares, restaurantes, lojas e hotéis e estava super animada mesmo no inverno.
Continuando no tema igrejas, a Catedral de Nossa Senhora de Kazan também fica na Nevsky. A igreja é enorme e foi inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma. Leva esse nome porque guarda o ícone da Virgem de Kazan. A enorme porta de bronze é uma das três cópias que existem da porta do Batistério de São João em Florença- Itália.


Kazan



A Catedral de São Isaac é a maior igreja ortodoxa de SPB e uma das maiores do mundo.  A cúpula dourada tem mais de 100 kg de ouro e mais de 100 m de altura, o que me leva a pensar: Seriam os russos megalomaníacos? :)
Para visitar a cúpula é preciso subir nada mais, nada menos que 262 degraus. OK, eu não subi. Fiquei imaginado se embaixo o frio já estava grande, imagina no alto e com vento. Deveria ter subido.  No interior temos uns 300kg de ouro adornado a igreja. Ah, os ingressos são comprados na parte de trás.



 A Catedral de São Nicholas Naval foi a primeira que visitamos em SPB. Essa igreja é barroca e foi erguida na época de fundação da cidade por Pedro, o grande (Ele está em todas!). A catedral consiste de duas igrejas, cada uma localizada em andares diferentes: a igreja de São Nicolau, no piso inferior, e a Igreja da Epifânia no topo. As paredes são azuis e as cúpulas douradas. Estilo barroco, uma gracinha.






Infelizmente faltou tempo para ver todas. Termino o tema com a Catedral de Pedro e Paulo, que fica dentro da Fortaleza de São Pedro e São Paulo, falarei em outro post. Advinha quem ordenou a construção? Sim, ele, Pedro, o grande. Ela fica nas margens do rio Neva, dá para ver das janelas do Hermitage. A Catedral serve como local de sepultamento dos imperadores russos. O estilo é barroco.



Para chegar é só pegar o metrô e descer na estação Gorkovskay. Aliás, o metrô é ótimo. Clique aqui para o mapa http://www.metro.spb.ru/en/map.html





sexta-feira, 30 de junho de 2017

Lisboa

Já estive em Lisboa algumas vezes e considero uma cidade bastante agradável. 
Chegar no centro da cidade para quem vem do aeroporto é muito fácil. Tem metrô no aeroporto, daí é só ver em qual estação ficar dependendo de onde a pessoa vá se hospedar. 

É tranquilo se locomover na cidade, seja de metrô, a pé, de bonde ou Uber.

O ônibus número 728 é uma mão na roda! Ele vai de um extremo ao outro, passando desde o Oriente até Belém, com parada também na Praça do Comércio. 
 

Dica: não esqueça de comprar o cartão do metrô/ônibus nas estações, pois a passagem é mais barata com ele do que pagando para o motorista. ; )

A primeira vez que fui fiquei num apartamento alugado perto da Estrela (tem uma basílica linda), outra fiquei no Rossio, Recentemente fiquei em Alfama porque eu acho o bairro um charme. Também já fiquei  em hostel no Chiado (MyRoom) e no GS Chiado Boutique Studios. Esse último eu gostei muito, localização perfeita, extremamente limpo, mas não tem elevador e os quartos ficam no terceiro andar.

Aliás, para quem gosta de agito recomendo a localização, pois fica bem no pé do Bairro Alto, uma bairro super antigo com bons restaurantes (adoro o Palácio Chiado), bares (na Rua Alecrim tem vários) e  fado.

Chiado


Aqui no Chiado também fica o café A Brazileira, onde Fernando Pessoa era frequentador assíduo, e os restaurantes do Avillez. 

Pode-se pegar o famoso bonde 28 aqui no Chiado. Alias, apesar de sempre lotado, é um passeio delicioso! Com o bonde chega-se até o Castelo de São Jorge, mas antes não deixe de descer no mirador das Portas do Sol para tirar aquela foto clássica de Alfama e do Tejo.

A direita do miradouro tem uma escadaria que leva para as ruas de Alfama. Para a esquerda vê-se o Largo de Santa Luzia.
  



 


Do miradouro ao Castelo é uma caminhada de uns 10 minutinhos.
 
Visitar o Castelo é muito legal, vale muito a pena. A vista da cidade é linda e ele está muito bem conservado. 

Curiosidade: O castelo foi construído pelos muçulmanos no século XI.

Entrada em 2018: 8,50 euros.







Estando no centrinho de Lisboa, lá pela rua Augusta, pode-se ver o castelo de São Jorge no alto. É uma visita que vale a pena e com uma ótima vista da cidade e do rio Tejo. Ah no centro também fica a Casa Portuguesa do Pastel de bacalhau, aquele com recheio de queijo da serra da estrela. Passa lá! http://pasteisdebacalhau.com/

Aliás esse pastel de bacalhau (o nosso popular bolinho de bacalhau) também é vendido na Praça do Comércio, a praça mais importante de Lisboa. Aqui era o local do palácio dos reis de Portugal, que foi destruído pelo grande terremoto de 1755.
No lado norte da praça fica o Arco triunfal da Rua Augusta, que foi construído depois do terremoto.


Outros pontos turísticos importantíssimos são: a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro dos Jerónimos.

Apesar de estarem bem próximos um do outro pegamos um tuc tuc  para ir do Mosteiro até a Torre, mas pode-se perfeitamente andar.

Comecemos pelo Mosteiro, o qual recebeu o título de patrimônio da humanidade pela UNESCO, e possui uma beleza impressionante. Nele estão sepultados reis e também Fernando Pessoa, Camões e Vasco da Gama. A entrada para o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém é 12 euros.

 














Bem pertinho do Mosteiro (atravesse a rua e passe pela Starbucks) fica a fabrica dos Pastéis de Belém. A loja mais antiga e tradicional do doce. Não deixe de entrar na loja, ir até o final, porque da porta não se tem noção do tamanho da mesma. É de comer rezando!


A Torre de Belém fica nas margens do Tejo e originalmente servia como uma fortaleza para defender a entrada de Lisboa. Na frente da Torre tem um carrinho que vende vinho chamado wine with a view. Eu, como não dispenso um vinho, sempre compro uma taça e sento ali, na beira do Tejo, para apreciar o rio, a Torre , a ponte.... Único!


Passando para o outro lado da cidade tem uma área conhecida como Parque das Nações (metro: estação Oriente). Esta parte foi construida para a Expo 98, portanto é uma área muito nova. É aqui que fica o Oceanário de Lisboa e o Pavilhão do Conhecimento, visitas muito legais com ou sem criança.

Para quem gosta de praticidade Lisboa também tem aqueles ônibus turísticos hop on, hop off. https://www.hop-on-hop-off-bus.com/lisbon-bus-tours

Uma atração moderna em Lisboa é o LX Factory, um oásis de lojas e restaurantes descolados. Fica próximo de Belém.

Bem próximo, na Ponte 25 de abril fica o Pilar 7. Aqui um elevador te leva a um miradouro para uma vista sensacional do Tejo. A entrada custa 6 euros. Essa atração é bem recente. Para entender melhor: https://www.visitlisboa.com/pt-pt/experiencia-pilar-7

Aos sábados, no Campo de Santa Clara, próximo ao  Panteão, as ruas ficam tomadas de antiguidades, é a feira da Ladra, o maior mercado de rua de Lisboa. É super interessante.



Lisboa tem outros museus, como o  Calouste Gulbenkian,  o museu Nacional dos Coches, Museu Coleção Berardo (arte moderna e contemporânea) e muitas outras igrejas a serem visitadas. Na minha opinião uns 4 dias são suficientes para conhecer a cidade, desde que não se utilize os dias para visitar cidades próximas como Sintra.

Para facilitar a entrada em algumas atrações há o blue ticket. Ele engloba o Castelo e alguns museus. Segue o link para a compra:   https://www.blueticket.pt/Event/3845 
ou https://www.visitlisboa.com/pt-pt/plan/tickets-offers/lisbon-card

Atualização Covid- ⭐️⭐️⭐️
Para entrar em Portugal é necessário o teste de PCR ou antígeno, além de preencher o passenger locator form (não esqueça de imprimir porque as comissárias recolhem no voo, a senha é o número do passaporte). 💡💡
O comprovante de vacinação é necessário para entrar nos restaurantes e museus.



Trogir

Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus...