Nessa viagem nossa intenção era conhecer três países: Egito, Jordânia e Israel, nessa ordem.
Há três fronteiras entre Jordânia e Israel: pela ponte Allenby/King Hussein (perto de Amã), pela fronteira Sheikh Hussein (no norte) e pela fronteira de Wadi Araba (mar vermelho - Eilat e Aqaba)
Terminamos o passeio pelo Egito em Dahab, então precisávamos chegar na fronteira com Israel, em Eilat, para, depois, chegarmos em Aqaba, na Jordânia.
Apesar de não mais estarmos com o nosso guia no Egito, ele nos ajudou a arrumar um meio de transporte até a fronteira com Israel. De Dahab até Eilat são duas hora de carro e pagamos 700 EP para fazer o trajeto.
O caminho é muito bonito, praias lindas, e do outro lado do golfo dá para ver montanhas que fazem parte da Arábia Saudita.
A última cidade no Egito é Taba. Aí começa a peregrinação a pé. Saltamos em Taba, guarde um dinheirinho, porque, por pessoa, paga-se 2 EP para sair do país. Foi super tranquilo sair do Egito e entrar em Israel.
Durante o trajeto a pé na imigração, nós não trocamos shekel (moeda de Israel), o que foi péssimo. Achamos que não seria necessário, pois estávamos de passagem, e passamos aperto.
Pisamos em Israel, mas precisávamos chegar na fronteira com a Jordânia. Existem duas maneiras de fazer isso, pegando o ônibus, que fica a poucos metros da fronteira, ou pegando um táxi. Nossa intenção era pegar o ônibus, mas ele só aceita shekel, então o motorista não deixou a gente entrar. Pensamos em pegar um táxi, mas lá o táxi só para de você ligar para o ponto. Nesse momento bateu um leve desespero 😂. Começamos a andar pela rua, e ninguém. Não fazíamos ideia da distância até a fronteira, mas sabíamos que não dava para chegar andando. Eis que na nossa caminhada surge um senhor que nos ajudou. Ele ligou para o ponto de táxi! Estávamos salvos!
| Saindo de Israel |
O táxi aceita cartão de crédito, então uns 30 minutos depois estávamos na fronteira com a Jordânia. Novamente papelada, pagamentos e caminhada.
Na Jordânia, o procedimento foi bem simples. Nós compramos o Jordanpass, que inclui a visto para entrada no país, então nos dirigimos até o guichê correspondente e pronto! Depois foi só encontrar nosso motorista, que estava do lado de fora nos esperando e partir para Petra.
Depois eu escrevo sobre a Jordânia, por agora vou pular para a outra fronteira.
Pensa num mar de pessoas tentando passar por um portão quase fechado. Foi isso. Ainda bem que o motorista nos acompanhou. Ninguém fala inglês, então ele foi empurrando pessoas e gritando em árabe que nós eramos turistas, para que, assim, conseguíssemos chegar no portão.
Muita gritaria, empurra-empurra, desespero depois, passamos pelo portão, mas não sem antes molhar a mão de quem estava controlando a entrada.
Dentro do terminal tem uma fila só para turistas, então grita mesmo lá na porta para avisar que é turista, porque a fila gigantesca é só para os locais.
Mostra passaporte, paga (10 JD por pessoa), e fica sem o passaporte até o tal do ônibus chegar. Só dentro do ônibus que eles devolvem o seu passaporte. O valor do ônibus, por pessoa, é 7,50 JD e ele parte de hora em hora.
Uma vez no ônibus rapidinho chegamos em Israel. Aí vem toda aquela segurança de praxe. Se prepare para as perguntas, revistas e tudo o mais.
Aqui fica uma grande dica. Carros particulares não passam. Caso você alugue um carro, utilize outra fronteira, porque o carro vai ficar aqui.
Outro detalhe, guarde dinheiro da Jordânia, precisa pagar a imigração e o ônibus que cruza a fronteira. Caso não tenha sobrado um dinheirinho, tem um banco dentro do terminal.
E, não esqueça de verificar o horário que a ponte está aberta antes de planejar sua viagem.
Já em Israel precisávamos chegar em Jerusalém. Na parte de fora do terminal tem um ponto de táxi. Pagamos 110,00 dólares até o nosso hotel.
Apesar do perrengue, foi tudo muito interessante. Nunca havíamos cruzado fronteira a pé. É inesquecível.
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