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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Jordânia -Petra


Entramos na Jordânia pelo Sinai. As cidades da fronteira são Eilat (Egito) e Aqaba (Jordânia). Essa fronteira é super organizada e rapidamente se chega na Jordânia.
Resolvemos contratar um motorista para nos levar a todas as cidades que queríamos, mas é plenamente possível alugar um carro lá. As estradas são boas, bem sinalizadas (em árabe e em inglês) e o país bem seguro.
O roteiro na Jordânia foi: Petra, Karak Castle, Madaba, Mar Morto, Umm Quais, Amã, Ajoun Castle e Jerash (não necessariamente nessa ordem!).

Um importante detalhe: Jordânia é cara, bem cara, então se prepare.

Outra dica: Compramos o JordanPass antes de ir. Ele inclui o visto e várias atrações. Vale a pena!
Segue o site:  https://www.jordanpass.jo/

Siq



Da fronteira fomos direto para Petra (120 km de Aqaba). Ficamos em um hotel bem na entrada da Cidade Perdida ou Cidade Rosa.

Sei que Petra dispensa apresentações, mas vale saber um pouquinho da história dessa maravilha do mundo.

A cidade foi esculpida, por volta do século VI a. C., nas rochas pelos Nabateus, um povo árabe que ficou nessa região por 2.000 anos. A entrada para a cidade é feita pelo Siq, um caminho entre as rochas que termina exatamente com aquela visão magnífica do Tesouro (Al-Khazneh).

O Tesouro é o que vem na nossa cabeça quando pensamos em Petra,  mas, definitivamente, a cidade é muito mais do que só ele.

O lugar é muito grande, muito mesmo, caminhamos dentro umas 7 horas seguidas, e não vimos tudo. Dentro da cidade há tumbas, teatro, templos, etc. O Mosteiro, por exemplo, fica a mais ou menos 10 km da entrada do Siq.




Visão geral de Petra



Logo na entrada da cidade somos abordados por locais oferecendo carruagem e cavalos. Eles dizem que o animal está incluído no valor da entrada. Não está! O cavalo leva apenas até a entrada do Siq, custa 2JD (2018). Vão te cobrar esse valor e ainda vão esperar gorjeta.



Cuidado com os beduínos. Eles têm fama de furtar e assediar turistas. O tratamento deles com os animais me chocou, os burrinhos, camelos e cavalos são extremamente mal tratados. Não os utilizei, pois sou contra a crueldade com animais, por isso andei muito.

No final da trilha principal, bem depois das tumbas, há dois restaurantes. Um bom e um ruim. O bom tem buffet e cobra 15 JD por ele. Ah tem cerveja! O que é super raro encontrar.

O Tesouro  tem 40 metros de altura e , provavelmente, foi construído no Século 1 a. C.
Sabe aquela foto clássica do alto do pedra com ele lá embaixo? A trilha, que é fácil, começa no seu lado esquerdo.

Na frente dele tem um café, onde tirei essa foto aí do lado. O chá deles é ótimo!








Nós resolvemos continuar a visita pela trilha clássica, a mais popular. Seguindo ela passamos pela rua das fachadas, com vários túmulos.

Uma das tumbas

Nas noites de segunda, quarta e quinta são acesas 1.800 velas desde o Siq até o Tesouro. Nós não fomos ver o espetáculo das velas à noite, não tínhamos mais pernas para chegar :)


domingo, 20 de maio de 2018

Fronteira Egito-Israel-Jordânia

Nessa viagem nossa intenção era conhecer três países: Egito, Jordânia e Israel, nessa ordem. 

Há três fronteiras entre Jordânia e Israel: pela ponte Allenby/King Hussein (perto de Amã), pela fronteira Sheikh Hussein (no norte) e pela fronteira de Wadi Araba (mar vermelho - Eilat e Aqaba)

Terminamos o passeio pelo Egito em Dahab, então precisávamos chegar na fronteira com Israel, em Eilat, para, depois, chegarmos em Aqaba, na Jordânia. 

Apesar de não mais estarmos com o nosso guia no Egito, ele nos ajudou a arrumar um meio de transporte até a fronteira com Israel. De Dahab até Eilat são duas hora de carro e pagamos 700 EP para fazer o trajeto.

O caminho é muito bonito, praias lindas, e do outro lado do golfo dá para ver montanhas que fazem parte da Arábia Saudita.

A última cidade no Egito é Taba. Aí começa a peregrinação a pé. Saltamos em Taba, guarde um dinheirinho, porque, por pessoa, paga-se 2 EP para sair do país. Foi super tranquilo sair do Egito e entrar em Israel. 

Durante o trajeto a pé na imigração, nós não trocamos shekel (moeda de Israel), o que foi péssimo. Achamos que não seria necessário, pois estávamos de passagem, e passamos aperto.

Pisamos em Israel, mas precisávamos chegar na fronteira com a Jordânia. Existem duas maneiras de fazer isso, pegando o ônibus, que fica a poucos metros da fronteira, ou pegando um táxi. Nossa intenção era pegar o ônibus, mas ele só aceita shekel, então o motorista não deixou a gente entrar. Pensamos em pegar um táxi, mas lá o táxi só para de você ligar para o ponto. Nesse momento bateu um leve desespero 😂. Começamos a andar pela rua, e ninguém. Não fazíamos ideia da distância até a fronteira, mas sabíamos que não dava para chegar andando. Eis que na nossa caminhada surge um senhor que nos ajudou. Ele ligou para o ponto de táxi! Estávamos salvos! 


Saindo de Israel



O táxi aceita cartão de crédito, então uns 30 minutos depois estávamos na fronteira com a Jordânia. Novamente papelada, pagamentos e caminhada.



Na Jordânia, o procedimento foi bem simples. Nós compramos o Jordanpass, que inclui a visto para entrada no país, então nos dirigimos até o guichê correspondente e pronto! Depois foi só encontrar nosso motorista, que estava do lado de fora nos esperando e partir para Petra.


Depois eu escrevo sobre a Jordânia, por agora vou pular para a outra fronteira.

O último país a ser visitado seria Israel. Agora não estávamos mais no sul, então passamos pela fronteira mais próxima de Amã, a King Hussein. Foi tranquilo chegar na Jordânia, mas sair foi um horror.

Pensa num mar de pessoas tentando passar por um portão quase fechado. Foi isso. Ainda bem que o motorista nos acompanhou. Ninguém fala inglês, então ele foi empurrando pessoas e gritando em árabe que nós eramos turistas, para que, assim, conseguíssemos chegar no portão.

Muita gritaria, empurra-empurra, desespero depois, passamos pelo portão, mas não sem antes molhar a mão de quem estava controlando a entrada. 

Dentro do terminal tem uma fila só para turistas, então grita mesmo lá na porta para avisar que é turista, porque a fila gigantesca é só para os locais.

Mostra passaporte, paga (10 JD por pessoa), e fica sem o passaporte até o tal do ônibus chegar. Só dentro do ônibus que eles devolvem o seu passaporte. O valor do ônibus, por pessoa, é 7,50 JD e ele parte de hora em hora.

Uma vez no ônibus rapidinho chegamos em Israel. Aí vem toda aquela segurança de praxe. Se prepare para as perguntas, revistas e tudo o mais.

Aqui fica uma grande dica. Carros particulares não passam. Caso você alugue um carro, utilize outra fronteira, porque o carro vai ficar aqui.

Outro detalhe, guarde dinheiro da Jordânia, precisa pagar a imigração e o ônibus que cruza a fronteira. Caso não tenha sobrado um dinheirinho, tem um banco dentro do terminal.

E, não esqueça de verificar o horário que a ponte está aberta antes de planejar sua viagem.

Já em Israel precisávamos chegar em Jerusalém. Na parte de fora do terminal tem um ponto de táxi. Pagamos 110,00 dólares até o nosso hotel.

Apesar do perrengue, foi tudo muito interessante. Nunca havíamos cruzado fronteira a pé. É inesquecível.














Trogir

Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus...