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segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Trogir



Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus primeiros indícios datam de 2.000 a.C. Daí para frente ela foi muito disputada e passou por muitas mãos diferentes. 


As principais atrações da cidade são: Castelo do Camerlengo, Fortaleza de São Marcos, Torre do Relógio, Catedral de São Lourenço e o Palácio Cipiko.

O Castelo do Camerlengo é um castelo/fortaleza construído pela República de Veneza como base para essa área do Mar Adriático. 



Antigamente o castelo se conectava com a fortaleza de São Marcos, para proteger Trogir, que é uma pequena ilha. Essa fortaleza fica atrás do castelo, uns 5 minutos de caminhada. 

O palácio Cipiko fica em frente à catedral de Trogir. As paredes mais antigas datam do início da idade média.


Passeando pela orla (riva) tem vários restaurantes de frutos do mar. Escolha um e aprecie a vista maravilhosa ao almoçar. 😃

Segue um mapa da cidade para facilitar a visita: 


É muito fácil chegar em Trogir, basta pegar o ônibus número 37 na rodoviária que fica no centro de Split ou o ônibus da flexibus (tem site para a compra).  O valor do 37 em 2022 foi 22 kn. A rodoviária fica bem pertinho da cidade velha. 

A cidade, que pode ser vista em uma tarde, é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1997. 


 






quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Split

Essa viagem teve uma particularidade. Por causa da pandemia e da desvalorização do nosso dinheiro nós mudamos a viagem no meio 😅

A princípio íamos para Suíça e Austria, mas aí a conta seria absurdamente cara, e a Austria entrou em lockdown novamente, então, enquanto estávamos em Paris, procurei uma passagem barata para algum lugar por nós desconhecido, e caímos na Croácia. 

A escolha não poderia ter sido melhor! No post anterior falei de Zagreb e agora vou falar um pouco de Split.

Chegamos em Split de ônibus. Foram 5 horas no trajeto e a passagem custou 19 euros. 

Spilt é a segunda maior cidade da Croácia e Patrimônio Mundial pela Unesco. No passado já foi dominada pelos romanos, venezianos, austríacos, franceses, italianos e iugoslavos. 

É aqui, fechado por muros de 215 metros por 181 metros que se encontra o palácio do imperador romano Diocleciano, que entrou na lista de Patrimônio Histórico da Unesco e é de longe a principal atração.

Não é necessário pagar entrada para o palácio, basta sair andando e apreciando. 


Não deixe de visitar os porões, que é um dos locais onde filmaram Game of Thrones. 😃 A entrada é paga.

Outro local onde também se paga para entrar é a Catedral de São Domnio. A estrutura foi construída em 305 para o mausoléu do imperador Diocleciano, que perseguia cristãos. Ironicamente seu mausoléu virou uma catedral. 😆



A Riva (calçadão) é o melhor lugar para admirar essa linda cidade. Super animado, tem vários restaurantes e é muito bonito para caminhar e admirar o por do sol. 

Aqui de Split partem barcos como por exemplo para Hvar e blue lagoon. Infelizmente não fiz nenhum, pois fui no inverno.

Split é bem pequena, portanto dois dias bastam para ver tudo. Dá para aproveitar também para visitar cidades próximas, como Trogir, da qual falarei no próximo post. 😃




sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

India



 Como escrever sobre a Índia? A Índia é um choque. A Índia é impactante. É história, cultura, religião, comida, povo, pobreza, fé. É linda, mas também triste. Mexe com as emoções. A Índia é necessária. 

Fazia tempo eu queria ir. Ano passado tomei a decisão e fui. Contratei uma empresa lá (Noble house - querem agradar tanto que chega a irritar rsrsrs).  Roteiro escolhido, preço bom e partiu! Foram 15 noites entre India e Nepal. Todas inesquecíveis. 

A primeira parada foi Delhi, mas foi rápido porque no dia seguinte fomos para o Nepal. Conhecemos Delhi realmente no final da viagem. 

Nessa estadia de um dia em Delhi tivemos contato com o caos indiano. Muita gente, muito carro, muito engarrafamento, muita poluição. Tudo muito!

Tivemos tempo para ir em dois lugares apenas. O Qutub minar e o templo de lótus. 

Qutub minar é um minarete de tijolo mais alto do mundo. O complexo, pertencente à UNESCO, de monumentos, com exemplos de diferentes épocas e impérios. A torre foi construída para celebrar a vitória dos muçulmanos sobre o último governante hindu de Delhi. 




O outro local que visitamos no primeiro dia foi o templo de lótus. Um oásis de paz em meio ao caos. O lugar é surpreendentemente sereno rsrs e enorme. A construção é recente, 1986. A religião é Bahá’í e existem 8 templos no mundo. O templo está aberto a todos os praticantes de todas as religiões. É um local de convívio para os visitantes. 

Curiosidade: esse templo está entre as construções mais visitadas do mundo e foi quase integralmente financiado por uma única pessoa - Ardishír Rustampúr- empresário indiano  e devoto de Bahá’í. Ele doou suas economias para a construção do templo. 




O resto todo ficou para o final da viagem e será abordado em outro post. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Jordânia -Petra


Entramos na Jordânia pelo Sinai. As cidades da fronteira são Eilat (Egito) e Aqaba (Jordânia). Essa fronteira é super organizada e rapidamente se chega na Jordânia.
Resolvemos contratar um motorista para nos levar a todas as cidades que queríamos, mas é plenamente possível alugar um carro lá. As estradas são boas, bem sinalizadas (em árabe e em inglês) e o país bem seguro.
O roteiro na Jordânia foi: Petra, Karak Castle, Madaba, Mar Morto, Umm Quais, Amã, Ajoun Castle e Jerash (não necessariamente nessa ordem!).

Um importante detalhe: Jordânia é cara, bem cara, então se prepare.

Outra dica: Compramos o JordanPass antes de ir. Ele inclui o visto e várias atrações. Vale a pena!
Segue o site:  https://www.jordanpass.jo/

Siq



Da fronteira fomos direto para Petra (120 km de Aqaba). Ficamos em um hotel bem na entrada da Cidade Perdida ou Cidade Rosa.

Sei que Petra dispensa apresentações, mas vale saber um pouquinho da história dessa maravilha do mundo.

A cidade foi esculpida, por volta do século VI a. C., nas rochas pelos Nabateus, um povo árabe que ficou nessa região por 2.000 anos. A entrada para a cidade é feita pelo Siq, um caminho entre as rochas que termina exatamente com aquela visão magnífica do Tesouro (Al-Khazneh).

O Tesouro é o que vem na nossa cabeça quando pensamos em Petra,  mas, definitivamente, a cidade é muito mais do que só ele.

O lugar é muito grande, muito mesmo, caminhamos dentro umas 7 horas seguidas, e não vimos tudo. Dentro da cidade há tumbas, teatro, templos, etc. O Mosteiro, por exemplo, fica a mais ou menos 10 km da entrada do Siq.




Visão geral de Petra



Logo na entrada da cidade somos abordados por locais oferecendo carruagem e cavalos. Eles dizem que o animal está incluído no valor da entrada. Não está! O cavalo leva apenas até a entrada do Siq, custa 2JD (2018). Vão te cobrar esse valor e ainda vão esperar gorjeta.



Cuidado com os beduínos. Eles têm fama de furtar e assediar turistas. O tratamento deles com os animais me chocou, os burrinhos, camelos e cavalos são extremamente mal tratados. Não os utilizei, pois sou contra a crueldade com animais, por isso andei muito.

No final da trilha principal, bem depois das tumbas, há dois restaurantes. Um bom e um ruim. O bom tem buffet e cobra 15 JD por ele. Ah tem cerveja! O que é super raro encontrar.

O Tesouro  tem 40 metros de altura e , provavelmente, foi construído no Século 1 a. C.
Sabe aquela foto clássica do alto do pedra com ele lá embaixo? A trilha, que é fácil, começa no seu lado esquerdo.

Na frente dele tem um café, onde tirei essa foto aí do lado. O chá deles é ótimo!








Nós resolvemos continuar a visita pela trilha clássica, a mais popular. Seguindo ela passamos pela rua das fachadas, com vários túmulos.

Uma das tumbas

Nas noites de segunda, quarta e quinta são acesas 1.800 velas desde o Siq até o Tesouro. Nós não fomos ver o espetáculo das velas à noite, não tínhamos mais pernas para chegar :)


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Luxor


 Luxor é a última parada do cruzeiro, aqui voltamos a ficar em hotel. Todos os nossos guias durante a viagem foram ótimos, mas em Luxor tivemos o melhor Habibi conosco, e ainda bem, pois ô lugar com milhares de coisas para ver. Na realidade a cidade é conhecida como o maior museu aberto do mundo. E faz jus!

Andamos muito pelas ruas da cidade, o mercado é ótimo. Tome apenas cuidado com os carros (nunca sabemos de onde vem, para onde vão e é buzina pra todo lado!) e seja enfático ao dizer NÃO quando assediado (assédio para compras, para entrar no táxi, para tudo!!). Fora isso, não há perigo algum. 

#Partiumundoo Dica: Moças, por favor, evitem colocar as pernocas de fora. Só o fato se sermos estrangeiras já chama atenção. Eu comprei uma calça típica e fiquei com ela o tempo todo. :)

Ficamos duas noites, mas com certeza essa cidade merecia mais tempo. Aliás essa é a sensação normal no Egito. É tanta história, tanta coisa para ver, saber, que falta tempo.

Luxor é dividida em margem leste e oeste. Os templos de Karnak e Luxor ficam na margem leste, já o vale dos reis, vale das rainhas e o templo de Hatshepsut na margem oeste.


A primeira coisa que fizemos foi o passeio de balão. Não há porque ficar com medo, é só seguir as orientações do piloto. O balão sobe bem cedo, ainda está escuro quando chegamos ao local. Lá do alto a visão é incrível. Dá para ver ambos os lados de Luxor. 

 Foi a segunda vez que andei de balão ( a primeira foi na Capadócia), espero repetir muitas e muitas vezes.

Por ser Egito, mais uma vez se prepare para o pouso, não por questões de segurança, mas, sim, porque assim que ele começa a descer vêm várias pessoas correndo até ele para pedir dinheiro, claro. Algumas crianças são de partir o coração. Eu, particularmente, fiquei bem tocada.
Ah a equipe do balão também espera gorjeta. Aliás todos no Egito esperam. 













Continuamos o passeio pelo lado oeste da cidade. O vale dos reis, local das tumbas de vários faraós, é grandioso. O local foi por eles escolhido para a passagem à eternidade por ser uma montanha em formato de pirâmide. A importância arqueológica é enorme. 

Aqui foi encontrada a tumba de Tutancâmon, que, atualmente, está no museu do Cairo. Algumas são ricamente decoradas, as pinturas e hieróglifos em excelente estado, outras são tão profundas que ficamos sem saber como fizeram. A de Seti I, por exemplo, tem mais de 120 metros de profundidade. Também estavam aqui Ramsés VI, Ramsés III e Amenhotep II, dentre outros. 

 Como podem ver não há proteção nas paredes, o que é uma pena. Sabe-se lá até quando teremos os hieróglifos nelas.







#Partiumundoo Dica: Não deixe de levar água, a caminhada é grande e o calor enorme. Só há banheiro na entrada do Vale.




Daqui seguimos para o Vale das Rainhas. Uma das tumbas mais importantes e decoradas é a da rainha Nefertari, uma das esposas de Ramsés II. Particularmente eu achei as tumbas aqui mais bonitas.



Próxima parada: Templo de Hatshepsut. Ela foi a primeira mulher faraó da história. A história dela é bem interessante e nos foi contada pelo guia, tentarei escrever o que lembro. Hatshepsut só deu ao marido uma filha, Néfruré, em compensação, uma outra esposa deu a ele um filho, que recebeu o nome de Tutmósis III, que, ao completar a idade de oito anos ficou órfão do pai, tendo então que Hatshepsut, em seu papel de Grande Esposa Real, assumir uma co-regência até que o garoto tivesse uma idade mais apropriada para reinar, porém, quando o rapaz alcançou a idade de quinze anos a rainha se declarou faraó, e assim permaneceu por vinte e um anos.

Templo funerário de Hatshepsut

 Mais uma curiosidade: ela se vestia como homem para governar o Egito.


 


Para terminar essa margem, passamos pelos Colossos de Memnon. 

São duas estátuas gigantescas do faraó  Amenófis III, que serviriam para guardar o seu templo funerário.





Uffa! Acabamos uma margem. Vamos para a outra?

Karnak é um super templo, mais de 260 mil m², dedicado à Amon-Rá (rei dos deuses). É o maior de todo o Egito.  Só na época de Ramsés II, 80 mil homens trabalharam em Karnak. Cada faraó que passou pelo Egito incluía sua marca no templo. O templo tinha vários obeliscos, a grande maioria foi levada ou dada de presente.

 
O complexo é composto de três grandes templos: Montu, Mut e Amon (o maior deles).

Na entrada do templo, antes de cruzar o primeiro pilone, veremos 40 esfinges com cabeça de carneiro. É o começo da Avenida das Esfinges, que chegava até o Templo de Luxor.


#Partiumundoo Dica: Roupas e sapatos confortáveis. Ele é realmente gigantesco!




Em uma das salas os pesquisadores acreditam que há 134 colunas e, antigamente, era coberta por um teto.


O complexo ainda tem um lago, que era considerado sagrado e servia para purificação.





Nas proximidades do lago, existe uma intrigante estátua de granito do escaravelho. Reza a lenda que se uma pessoa der voltas ao redor dela, a estátua teria o poder de realizar desejos relacionados a fortuna (3 voltas), matrimônio (5 voltas), felicidade (7 voltas) e segredos (8 voltas).  Juro que não lembro quantas voltas dei!

De noite Karnak tem show de luz e som.

Passemos para o templo de Luxor. Esse é bem menor que o anterior, mas está super bem conservado. 
Ele é o único monumento do mundo que contém em si mesmo as épocas faraônica, greco-romana, copta e islâmica. Aliás, tem uma mesquita junto dele.

Curiosidade: o obelisco da Place de la Concorde em Paris veio de Luxor. Na foto abaixo aparece um obelisco, falta um do lado. Eram dois na entrada.

Aqui, também, Ramsés II acrescentou suas estátuas. Um detalhe raro: tem uma estátua de Tut com sua esposa.


Tut e esposa



Na frente do templo vê-se a avenida das esfinges, aquela que chega em Karnak. 
Adorei fazer a visita de noite, o templo fica lindo iluminado e o calor é menor. Ah também tem show de luz e som.

Para fechar Luxor vale mencionar que visitamos o Museu da Mumificação. Ele fica na margem leste do rio Nilo, fácil de achar e nós estávamos hospedados bem perto dele. O museu é pequeno, mas bem interessante. Ele explica a técnica utilizada para embalsamar pessoas e animais. Não tenho foto, pois é proibido fotografar.



quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Cruzeiro pelo Nilo

Nas quatro noites seguintes fizemos um cruzeiro pelo rio Nilo. O check in no barco é feito em Aswan, e para chegar lá pegamos um trem noturno no Cairo.
A viagem de barco foi incrível! Foram dias maravilhosos. A cabine é confortável, o staff sensacional e a comida deliciosa. Ah, sim, o café da manha e a janta estavam incluídos. O barco também tinha piscina, massagem e shows de noite.

Philae

Durante esses dias passamos por lugares inesquecíveis. O primeiro foi o Templo de Philae, dedicado à deusa Isis, que fica 12 km ao sul de Aswan. Para chegar nele precisamos pegar um barquinho, pois ele fica em uma ilha. Aliás aqui cabe uma curiosidade, quando construíram a represa a Unesco realocou o templo para evitar que esse fosse destruído pela água.







Em Aswan fizemos o tradicional passeio de Felucca, um barco típico. O passeio é bem relaxante. No final do passeio passamos na frente do Cataract hotel, conhecido por ter hospedado Agatha Christie enquanto ela escrevia Morte no Nilo. 


Nosso barqueiro Núbio


Aproveitamos o dia para ir no museu Núbio (Nubian museum), que é bem interessante. Núbio é aquele que nasceu na região da Núbia, no alto Egito. Atualmente equivale ao sul do Egito e norte do Sudão. Dentro do museu as obras estão dispostas em ordem cronológica. Muita coisa legal, o que mais gostei foi a representação de uma vila núbia. A entrada do museu custa 100 EP.


Outro local muito esperado por mim era Abu Simbel. Era um sonho para mim ir, e fui! Mas como é longe! 250 km de Aswan, quase na fronteira com o Sudão. Para chegar lá saímos do barco muito cedo. A estrada, por razões de segurança, fica fechada de noite e reabre às 5 da manha, então o carro chega nesse ponto e fica esperando a polícia abri-la. 

Ramses II



Todo o perrengue vale muito, mais muito mesmo. É majestoso! São dois templos encravados na rocha construídos por ordem do faraó Ramsés II. Um em homenagem ao próprio (nunca vi alguém se amar tanto!) e outro à sua esposa preferida Nefertari.
Esses templos também não existiriam mais se não fosse a Unesco. O trabalho para salvá-los está documentado na entrada do complexo.

Templos de Abu Simbel
















Navegando pelo Nilo passamos também pelos templos de Kom Ombo e Edfu.

Kom Ombo fica cerca de 40 km ao norte de Aswan e é o único templo egípcio dedicado a duas divindades: um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo; o outro lado é dedicado ao deus falcão Horus.



Sobek
 Kom Ombo possui, ainda, um museu dedicado exclusivamente a múmias de crocodilos. Os antigos egípcios rezavam para ele pedindo força, proteção e fertilidade.



Essa foto aqui do lado, para mim, retrata o que há de mais incrível nesse templo. Essa parede mostra detalhadamente um calendário indicativo de inundação do rio Nilo, bem como as datas da colheita. 
Também há uma parede com hieróglifos de utensílios médicos utilizados pelos antigos egípcios. Super interessante!


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Com relação ao templo de Edfu, dedicado do deus Hórus, assim que se desce do navio entra-se em uma charrete que nos leva até a entrada. Dá uns 3 km de charrete no meio de um povoado bem pobre, se prepare para esta corrida. Reserve gorjeta para o 'motorista'.




Edfu ' Horus







 O templo é o segundo maior templo do Egito, o complexo mede 137 metros de comprimento, 79 metros de largura   É belíssimo, bem conservado, vale muito, mas muito mesmo, a visita.
A entrada custa 100EP (janeiro de 2018)



 






 Para quem faz o cruzeiro, como nós fizemos, essa cidades são paradas dele. Para quem não faz existe a possibilidade de chegar neles de trem.






domingo, 4 de fevereiro de 2018

Egito - Cairo

Nas férias desse ano resolvi realizar um sonho chamado Egito. Antes de ir pesquisei bastante e escolhi uma empresa de turismo chamada HolaEgypt para fazer o meu roteiro. Tinhamos 15 dias disponíveis e vários lugares incríveis para conhecer. Para informações: http://holaegypttours.com/

Assim que chegamos no aeroporto do Cairo já havia alguém esperando por nós e, frise, assim que chegamos mesmo! As empresas de turismo ficam dentro do aeroporto, antes de pegar a bagagem e antes da imigração. Então praticamente saímos do avião e já tinha alguém com meu nome esperando.
Correu tudo bem, o visto compra-se antes do carimbo no passaporte (com o papel de imigração que recebe-se no avião), em umas janelinhas que lembram aquelas que fazem câmbio no aeroporto. Ah ele custa 25 dólares. Nós mesmos colamos no passaporte e depois eles botam o carimbo.

Tudo resolvido, pegamos o transfer até o hotel. Como decidimos ficar em Giza, naqueles hoteizinhos de frente para as pirâmides, levamos uns 50 minutos até chegar. Minutos esses suficientes para ver a loucura do Cairo. É tanta gente, tanto carro, tanto barulho...
Chegamos no hotel (Best View Pyramids) felizes da vida. Até saltarmos da van. Estávamos perto das pirâmides, certo? E o que tem nas pirâmides? Camelo e cavalo. Gente, estavam todos na frente do hotel. TODOS! Era um cheiro, um cheiro que não dá para descrever. Passamos a dizer que estávamos hospedados no backstage das pirâmides. No dia seguinte já estávamos acostumados com isso. E, sério, camelo na porta? É maravilhoso!

O hotel é simples e, como na maioria dos lugares, praticamente não falam inglês. Então é um tal de "yes, my friend", "It´s ok my friend" o tempo todo, porque eles não entendem o que falamos. Sensacional!
O must do hotel é o terraço. Assim que chegamos subimos correndo para o restaurante para procurá-las. E, no meio da escuridão, nossos olhos conseguiram ver um vulto. Sim! Elas! Uma das 7 maravilhas do mundo antigo bem ali, na nossa frente. Foi muito emocionante ver as pirâmides pela primeira vez, e devo confessar que todas as vezes que eu as via, me emocionava. 

vista do hotel

A partir daí foram os melhores 15 dias da minha vida. Chuva de cultura. Experiências inesquecíveis, com um povo de tradições completamente diferentes, humilde e maravilhoso, mas que dá trabalho também. Eu nunca dei tanta gorjeta na minha vida. E pode dar sem pena, o dinheiro deles vale muito pouco. O problema é que só de você olhar para alguém já vai ter uma mão estendida esperando dinheiro. Então, tem que se acostumar com isso. É assim mesmo. E, não, nem sempre dávamos. Infelizmente, não dá para ajudar a todos.
Outro ponto importante a ser mencionado é a barganha. Barganhe sem medo de ser feliz! Algo que supostamente custa mil EP (Egyptian Pounds) no final compra-se por 200 ou 100 EP. 
Ah, mais uma dica: leve dinheiro. Tudo se paga com dinheiro. Eles preferem e poucos lugares aceitam cartão.

No dia seguinte nosso passeio começou por Saqqara, a primeira pirâmide construída. Depois fomos a Mênfis, antiga capital do Egito, e, por fim, nas Pirâmides.
Todas as entradas no Egito ficam em torno de 100/200 EP. Nas pirâmides paga-se separado para entrar nelas, portanto se quiser entrar tem que comprar o ticket do lado de fora. Meu filho entrou em uma, e, obviamente, não há nada dentro. 
Não sou adepta de passeios que envolvam animais, porque normalmente são explorados e não são bem tratados, mas estava ali e nunca havia andado de camelo. Há duas possibilidades, uma assim que se entra no local, e outra lá depois da terceira pirâmide. O passeio é mais longo quando se faz logo na entrada. Escolhi o menor, o da terceira pirâmide, durou cerca de 30 minutos e custou 25,00 dólares.
Foi maravilhoso! Um visual de tirar o fôlego. E, mesmo sendo curto, no dia seguinte estávamos com a bunda e as pernas todas doloridas.
















No Cairo fomos no museu, claro! É, sem dúvida, um dos melhores museus do mundo. Tem muita coisa, muita mesmo, mas o mais incrível é a tumba do Tutancâmon, o faraó menino. Na sua tumba, no vale dos reis, foram encontrados mais de cinco mil peças. A máscara mortuária de ouro, o seu caixão e muitos outros objetos estão no museu. O ingresso para a sala das múmias é cobrado separadamente.

Tumba do Tut
 


Continuamos nosso passeio pelo Cairo visitando a parte Copta da cidade. Os coptas são cristãos, e eles estavam presente no Egito muito antes do país adotar o islamismo. Atualmente cerca de 20 % da população ainda  é cristã copta. 
É uma visita muito interessante. Acredita-se que a Sagrada Família se escondeu na igreja de São Sergio, quando da sua fuga para o Egito. O teto da igreja tem o formato da Arca de Noé. Tem várias igrejas com grande importância histórica.
Local onde a Sagrada Família se refugiou

Teto com o formado da Arca
Depois fomos na cidadela, uma fortaleza fundada pelo líder muçulmano Saladino, que foi sede do governo egípcio por quase 700 anos. Olhando de dentro da cidadela para a cidade a gente vê tanta mesquita que consegue-se facilmente perceber porque Cairo foi apelidada de "A cidade dos Mil Minaretes". 
Dentro da fortaleza fomos em duas mesquitas. A mesquita de Mohammed Ali, um grande governante do Egito, pode ser vista de longe por causa da sua posição e do seu tamanho. A mesquita foi construída no estilo Otomano. É, sem dúvida, a maior atação da cidadela.



Uma curiosidade, nesta mesquita tem um relógio que foi presente do rei francês Louis Phillippe. Ora e porque ele deu esse presente? Porque Mohammed Ali enviou à França um dos obeliscos do Templo de Luxor. Sim, é aquele lá na Place de La Concorde, em Paris. Detalhe: o relógio não funciona!



Vale lembrar que novos museus estão sendo construídos no Cairo. Um deles fica perto das pirâmides, com abertura prevista para esse ano (2018). O Grand Egyptian Museum será o maior museu arqueológico do mundo.  
Nossa viagem pelo Egito continua nos próximos posts. :)

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

São Petersburgo - Parte 1

Como disse no post anterior aproveitamos que estávamos na Finlândia para ir também a São Petersburgo.
Para chegar lá pegamos um trem e mais ou menos 4:30 depois estávamos na cidade russa. Assim que chegamos fomos enrolados pelo taxista que cobrou três vezes mais do que deveria ter cobrado pela corrida. Como ainda estávamos inexperientes com  dinheiro local, e este é tão defasado em relação ao euro, só notamos quando a dona do apartamento airbnb que alugamos ficou chocada com o valor.

Aliás, é tudo muito barato lá. A hospedagem foi barata, a comida, as entradas...não se assustem com a quantidade de zero na conta!

 
Ter alugado esse apartamento foi uma experiência incrível. Sabe aqueles prédios russos, decrépitos, que por fora dá medo de entrar? Era assim!  Uma vez dentro, lindo! Que apartamento charmoso e bem decorado. A localização era excelente, a maior parte dos passeios fizemos a pé e com direito a muitos tombos pela neve.
 
Um detalhe da localização que arrebatou meu coração, sou fã de Dostoiévski e na esquina da rua tem uma escultura em sua homenagem, pois foi nesta rua que ele morou enquanto escreveu Crime e Castigo. 


Como chegamos de tardinha saímos em busca de um restaurante que nos fora recomendado para jantar. O nome é Teplo e, nossa, foi difícil achar no meio da neve e da noite (pouquíssimas pessoas na rua), mas valeu muito a pena. Comida deliciosa e ótimo atendimento. Aliás não tivemos problema algum com as pessoas, tirando o fato de que apenas 1% fala inglês, são extremamente simpáticos.
Em matéria de gastronomia SPB arrasa! Além do restaurante citado também fomos no Jamie Oliver Italian, Kochu Karcho (comida da Georgia) e Dachniki (comida russa), são os que lembro.
Visitar o Hermitage, que é considerado um dos maiores e melhores museus do mundo, é parada obrigatória.  O museu é composto de pequeno Hermitage, novo Hermitage, teatro e palácio de inverno, que  foi residência dos czares por 150 anos. 
Na mesma praça onde ele está situado encontramos ainda o edifício do Estado Maior e o palácio de inverno de Pedro, o grande. Atualmente o museu tem um acervo de umas 3 milhões de peças, ou seja, só morando lá para ver tudo.


Estado Maior

Hermitage






SPB é uma cidade vibrante, com muita coisa para fazer. A Catedral do Sangue Derramado é deslumbrante. Ela foi construída no mesmo local onde Czar Alexandre II foi assassinado em um atentado com bomba, por isso o nome “sobre o Sangue Derramado”. A igreja é russa ortodoxa, com aquelas cúpulas coloridas e dentro é toda de mosaico. Deslumbrante!


 Para obter maiores informações sobre as igrejas acesse http://eng.cathedral.ru/raspisanie

http://www.goingrussia.com/portfolio-item/st-nicolas-naval-cathedral/?lang=pt-pt 



A catedral fica perto da Nevsky Prospekt, que vem a ser a avenida principal da cidade. Esta avenida é cheia de bares, restaurantes, lojas e hotéis e estava super animada mesmo no inverno.
Continuando no tema igrejas, a Catedral de Nossa Senhora de Kazan também fica na Nevsky. A igreja é enorme e foi inspirada na Basílica de São Pedro, em Roma. Leva esse nome porque guarda o ícone da Virgem de Kazan. A enorme porta de bronze é uma das três cópias que existem da porta do Batistério de São João em Florença- Itália.


Kazan



A Catedral de São Isaac é a maior igreja ortodoxa de SPB e uma das maiores do mundo.  A cúpula dourada tem mais de 100 kg de ouro e mais de 100 m de altura, o que me leva a pensar: Seriam os russos megalomaníacos? :)
Para visitar a cúpula é preciso subir nada mais, nada menos que 262 degraus. OK, eu não subi. Fiquei imaginado se embaixo o frio já estava grande, imagina no alto e com vento. Deveria ter subido.  No interior temos uns 300kg de ouro adornado a igreja. Ah, os ingressos são comprados na parte de trás.



 A Catedral de São Nicholas Naval foi a primeira que visitamos em SPB. Essa igreja é barroca e foi erguida na época de fundação da cidade por Pedro, o grande (Ele está em todas!). A catedral consiste de duas igrejas, cada uma localizada em andares diferentes: a igreja de São Nicolau, no piso inferior, e a Igreja da Epifânia no topo. As paredes são azuis e as cúpulas douradas. Estilo barroco, uma gracinha.






Infelizmente faltou tempo para ver todas. Termino o tema com a Catedral de Pedro e Paulo, que fica dentro da Fortaleza de São Pedro e São Paulo, falarei em outro post. Advinha quem ordenou a construção? Sim, ele, Pedro, o grande. Ela fica nas margens do rio Neva, dá para ver das janelas do Hermitage. A Catedral serve como local de sepultamento dos imperadores russos. O estilo é barroco.



Para chegar é só pegar o metrô e descer na estação Gorkovskay. Aliás, o metrô é ótimo. Clique aqui para o mapa http://www.metro.spb.ru/en/map.html





Trogir

Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus...