Luxor é a última parada do cruzeiro, aqui voltamos a ficar em hotel. Todos os nossos guias durante a viagem foram ótimos, mas em Luxor tivemos o melhor Habibi conosco, e ainda bem, pois ô lugar com milhares de coisas para ver. Na realidade a cidade é conhecida como o maior museu aberto do mundo. E faz jus!
Andamos muito pelas ruas da cidade, o mercado é ótimo. Tome apenas cuidado com os carros (nunca sabemos de onde vem, para onde vão e é buzina pra todo lado!) e seja enfático ao dizer NÃO quando assediado (assédio para compras, para entrar no táxi, para tudo!!). Fora isso, não há perigo algum.
#Partiumundoo Dica: Moças, por favor, evitem colocar as pernocas de fora. Só o fato se sermos estrangeiras já chama atenção. Eu comprei uma calça típica e fiquei com ela o tempo todo. :)
Ficamos duas noites, mas com certeza essa cidade merecia mais tempo. Aliás essa é a sensação normal no Egito. É tanta história, tanta coisa para ver, saber, que falta tempo.
Luxor é dividida em margem leste e oeste. Os templos de Karnak e Luxor ficam na margem leste, já o vale dos reis, vale das rainhas e o templo de Hatshepsut na margem oeste.
A primeira coisa que fizemos foi o passeio de balão. Não há porque ficar com medo, é só seguir as orientações do piloto. O balão sobe bem cedo, ainda está escuro quando chegamos ao local. Lá do alto a visão é incrível. Dá para ver ambos os lados de Luxor.
Foi a segunda vez que andei de balão ( a primeira foi na Capadócia), espero repetir muitas e muitas vezes.
Por ser Egito, mais uma vez se prepare para o pouso, não por questões de segurança, mas, sim, porque assim que ele começa a descer vêm várias pessoas correndo até ele para pedir dinheiro, claro. Algumas crianças são de partir o coração. Eu, particularmente, fiquei bem tocada.
Ah a equipe do balão também espera gorjeta. Aliás todos no Egito esperam.
Continuamos o passeio pelo lado oeste da cidade. O vale dos reis, local das tumbas de vários faraós, é grandioso. O local foi por eles escolhido para a passagem à eternidade por ser uma montanha em formato de pirâmide. A importância arqueológica é enorme.
#Partiumundoo Dica: Não deixe de levar água, a caminhada é grande e o calor enorme. Só há banheiro na entrada do Vale.
Daqui seguimos para o Vale das Rainhas. Uma das tumbas mais importantes e decoradas é a da rainha Nefertari, uma das esposas de Ramsés II. Particularmente eu achei as tumbas aqui mais bonitas.
Próxima parada: Templo de Hatshepsut. Ela foi a primeira mulher faraó da história. A história dela é bem interessante e nos foi contada pelo guia, tentarei escrever o que lembro. Hatshepsut só deu ao marido uma filha, Néfruré, em
compensação, uma outra esposa deu a ele um filho,
que recebeu o nome de Tutmósis III, que, ao completar a idade de oito
anos ficou órfão do pai, tendo então que Hatshepsut, em seu papel de
Grande Esposa Real, assumir uma co-regência até que o garoto tivesse uma
idade mais apropriada para reinar, porém, quando o rapaz alcançou a
idade de quinze anos a rainha se declarou faraó, e assim permaneceu por vinte e um anos.
| Templo funerário de Hatshepsut |
Mais uma curiosidade: ela se vestia como homem para governar o Egito.
Para terminar essa margem, passamos pelos Colossos de Memnon.
São duas estátuas gigantescas do faraó Amenófis III, que serviriam para guardar o seu templo funerário.
Uffa! Acabamos uma margem. Vamos para a outra?
Karnak é um super templo, mais de 260 mil m², dedicado à Amon-Rá (rei dos deuses). É o maior de todo o Egito. Só na época de Ramsés II, 80 mil homens trabalharam em Karnak. Cada faraó que passou pelo Egito incluía sua marca no templo. O templo tinha vários obeliscos, a grande maioria foi levada ou dada de presente.
O complexo é composto de três grandes templos: Montu, Mut e Amon (o maior deles).
Na entrada do templo, antes de cruzar o primeiro pilone, veremos 40 esfinges com cabeça de carneiro. É o começo da Avenida das Esfinges, que chegava até o Templo de Luxor.
#Partiumundoo Dica: Roupas e sapatos confortáveis. Ele é realmente gigantesco!
Em uma das salas os pesquisadores acreditam que há 134 colunas e, antigamente, era coberta por um teto.
O complexo ainda tem um lago, que era considerado sagrado e servia para purificação.
Nas proximidades do lago, existe uma intrigante estátua de granito do escaravelho.
Reza a lenda que se uma pessoa der voltas ao redor
dela, a estátua teria o poder de realizar desejos relacionados a fortuna
(3 voltas), matrimônio (5 voltas), felicidade (7 voltas) e segredos (8
voltas). Juro que não lembro quantas voltas dei!
De noite Karnak tem show de luz e som.
Passemos para o templo de Luxor. Esse é bem menor que o anterior, mas está super bem conservado.
Ele é o único monumento do mundo que contém em si mesmo as épocas faraônica, greco-romana, copta e islâmica. Aliás, tem uma mesquita junto dele.
Curiosidade: o obelisco da Place de la Concorde em Paris veio de Luxor. Na foto abaixo aparece um obelisco, falta um do lado. Eram dois na entrada.
Aqui, também, Ramsés II acrescentou suas estátuas. Um detalhe raro: tem uma estátua de Tut com sua esposa.
| Tut e esposa |
Na frente do templo vê-se a avenida das esfinges, aquela que chega em Karnak.
Adorei fazer a visita de noite, o templo fica lindo iluminado e o calor é menor. Ah também tem show de luz e som.
Para fechar Luxor vale mencionar que visitamos o Museu da Mumificação. Ele fica na margem leste do rio Nilo, fácil de achar e nós estávamos hospedados bem perto dele. O museu é pequeno, mas bem interessante. Ele explica a técnica utilizada para embalsamar pessoas e animais. Não tenho foto, pois é proibido fotografar.
