sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

India



 Como escrever sobre a Índia? A Índia é um choque. A Índia é impactante. É história, cultura, religião, comida, povo, pobreza, fé. É linda, mas também triste. Mexe com as emoções. A Índia é necessária. 

Fazia tempo eu queria ir. Ano passado tomei a decisão e fui. Contratei uma empresa lá (Noble house - querem agradar tanto que chega a irritar rsrsrs).  Roteiro escolhido, preço bom e partiu! Foram 15 noites entre India e Nepal. Todas inesquecíveis. 

A primeira parada foi Delhi, mas foi rápido porque no dia seguinte fomos para o Nepal. Conhecemos Delhi realmente no final da viagem. 

Nessa estadia de um dia em Delhi tivemos contato com o caos indiano. Muita gente, muito carro, muito engarrafamento, muita poluição. Tudo muito!

Tivemos tempo para ir em dois lugares apenas. O Qutub minar e o templo de lótus. 

Qutub minar é um minarete de tijolo mais alto do mundo. O complexo, pertencente à UNESCO, de monumentos, com exemplos de diferentes épocas e impérios. A torre foi construída para celebrar a vitória dos muçulmanos sobre o último governante hindu de Delhi. 




O outro local que visitamos no primeiro dia foi o templo de lótus. Um oásis de paz em meio ao caos. O lugar é surpreendentemente sereno rsrs e enorme. A construção é recente, 1986. A religião é Bahá’í e existem 8 templos no mundo. O templo está aberto a todos os praticantes de todas as religiões. É um local de convívio para os visitantes. 

Curiosidade: esse templo está entre as construções mais visitadas do mundo e foi quase integralmente financiado por uma única pessoa - Ardishír Rustampúr- empresário indiano  e devoto de Bahá’í. Ele doou suas economias para a construção do templo. 




O resto todo ficou para o final da viagem e será abordado em outro post. 

domingo, 10 de janeiro de 2021

Rio Grande do Norte



 Faz tempo não me dedico ao blog, mas como estou de férias resolvi escrever sobre onde estou. Rio Grande do Norte, para mim, já virou lugar comum rsrs venho muito aqui. Inclusive tenho um apartamento em Ponta Negra que está no Airbnb ➡️➡️ (https://abnb.me/dS8cmVDIWcb)  😃

Propagandas à parte, hoje eu resolvi conhecer o castelo Zé dos Montes no agreste do RN. Fica uns 100 km de Natal, na serra da Tapuia. Quase todo o percurso tem boa estrada, só fica de terra bem próximo. É muito fácil chegar, é quase um retão o tempo todo.

O lugar é lindo. Vale a vista. Paguei R$ 15,00 de entrada (01/21). No local tem um pequeno restaurante. Eu fui sozinha, sem problemas para mulheres ☺️

O castelo, que começou  a ser construído pelo Ze após ele ter uma visão quando criança, segue incompleto. No momento o castelo tem quatro andares com altares e salões vazios, 83 torres brancas e fica em uma área de 13 hectares em plena caatinga. O local fica aberto para visitação apenas nos finais de semana. 



Outro lugar muito legal, totalmente diferente do anterior, e pouco conhecido que fui aqui no RN é o Shui. Um lugar lindo para relaxar e passar o dia. É um refúgio no meio da natureza a 1:30 h de distância de Natal. 

O local funciona como day use e o valor inclui o almoço. Os gazebos têm capacidade para até 12 pessoas. Ahhh não tem wifi e o telefone não funciona ☺️Link do local: https://shuibrasil.com/como-funciona/ 



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

África do Sul - Joanesburgo


Para começar a contar sobre essa viagem incrível que acabei de fazer vou falar sobre coisas práticas.

Alugamos carro e dirigimos o tempo todo. As estradas são maravilhosas, um tapete. Algumas têm pedágio. Não esqueça que a mão aqui é inglesa, logo é  melhor alugar um carro automático.

Logo no aeroporto comprei um sim card na Vodafone. Funciona perfeitamente. Na loja vão tentar te empurrar um adaptador de tomada. Eu comprei :(, mas não tinha necessidade. Todo hotel que fiquei também tinha tomada de dois pinos.

O país é bonito, organizado, as pessoas são simpáticas, a comida é ótima e, em momento algum, achei violento. Confesso que estava bem receosa com esse ponto, mas, principalmente para quem mora no Brasil, não achei nada perigoso. Na realidade, Rio e São Paulo são bem mais perigosos.

Em relação ao dinheiro, achei o país barato.

O roteiro foi o seguinte: Joanesburgo, Kruger, Suazilândia, Port Elizabeth e Cape Town.

O deslocamento entre Joburg e Port Elizabeth (voei pela Mango) e de Cape Town – Joburg (kulula) foi feito de avião, pois, infelizmente, eu não tinha tempo para ir dirigindo, as distâncias são enormes.

Fiz todo o roteiro por conta própria, apenas peguei um guia em Joanesburgo, pois achei que o teor histórico do passeio merecia. E acertei!

Tinha planejado dois dias em Joanesburgo, mas a viagem para a África do Sul começou toda errada. A Avianca cancelou o voo de conexão sem avisar e com isso perdermos o voo para Joanesburgo. Diante desse fato, os dois dias viraram um, e bem corrido.

Antes de ir eu contratei um tour pela cidade com a Felleng tours. Ótima escolha! O nosso guia Rudie foi muito bom. Chegamos no hotel e logo ele estava lá.

A primeira parada foi naquelas antigas torres de energia famosas de Soweto, que agora servem para esportes radicais.






 No caminho ele fez questão de parar em uma barraquinha para mostrar o que as pessoas mais pobres da área comiam. Eu, por ser vegetariana, não consegui olhar. Eram restos de cabeça de boi com uma papa feita de farinha.

Na sequência fomos na praça Walter Sisulu, cuja importância história é enorme. Foi nessa praça que, em 1955, durante o regime do apartheid, Mandela e outros se reuniram como Congresso do Povo e elaboraram a Carta da Liberdade. Ela pode ser lida dentro do monumento da praça.



Aqui caminhamos para ver pessoas e seus hábitos. Conhecemos curandeiros e almoçamos com o pessoal na rua (comida deliciosa). A comida consistia em repolho, a papa de farinha e frango frito.

O tour continuou com a parada na casa em que Mandela morou antes de ser preso. Na realidade, quando ele saiu da prisão ainda ficou um tempo nela, mas logo mudou, pois não tinha segurança e privacidade.




É extremamente interessante ver como ele e Winnie moravam. Como eram pessoas humildes e a força e influência deles no povo. Bem emocionante.





Por fim, fomos no museu do Apartheid. Parada obrigatória. Se for para escolher uma atração na cidade, com certeza, é essa! O museu é muito bonito, bem grande, e o teor é triste e pesado.
Em uma parte tem uma exposição sobre Mandela e na outra sobre o Apartheid em si. O bilhete de entrada do museu já é chocante. 


A entrada é dividida em brancos e não brancos para mostrar aos visitantes como era á época. A gente acha que sabe algo sobre esse sistema de discriminação racial, mas depois de passar pelo museu fica claro que não sabíamos nada.


















O dia foi intenso, foi corrido, mas foi maravilhoso! Ficamos hospedados no C.A.G The Vantage, em Sandton, e aprovamos. Boa localização, ao lado de um shopping.

Jantamos no Jamie´s Italian, em Melrose, e também adorei esse bairro para se hospedar.



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Jordânia -Petra


Entramos na Jordânia pelo Sinai. As cidades da fronteira são Eilat (Egito) e Aqaba (Jordânia). Essa fronteira é super organizada e rapidamente se chega na Jordânia.
Resolvemos contratar um motorista para nos levar a todas as cidades que queríamos, mas é plenamente possível alugar um carro lá. As estradas são boas, bem sinalizadas (em árabe e em inglês) e o país bem seguro.
O roteiro na Jordânia foi: Petra, Karak Castle, Madaba, Mar Morto, Umm Quais, Amã, Ajoun Castle e Jerash (não necessariamente nessa ordem!).

Um importante detalhe: Jordânia é cara, bem cara, então se prepare.

Outra dica: Compramos o JordanPass antes de ir. Ele inclui o visto e várias atrações. Vale a pena!
Segue o site:  https://www.jordanpass.jo/

Siq



Da fronteira fomos direto para Petra (120 km de Aqaba). Ficamos em um hotel bem na entrada da Cidade Perdida ou Cidade Rosa.

Sei que Petra dispensa apresentações, mas vale saber um pouquinho da história dessa maravilha do mundo.

A cidade foi esculpida, por volta do século VI a. C., nas rochas pelos Nabateus, um povo árabe que ficou nessa região por 2.000 anos. A entrada para a cidade é feita pelo Siq, um caminho entre as rochas que termina exatamente com aquela visão magnífica do Tesouro (Al-Khazneh).

O Tesouro é o que vem na nossa cabeça quando pensamos em Petra,  mas, definitivamente, a cidade é muito mais do que só ele.

O lugar é muito grande, muito mesmo, caminhamos dentro umas 7 horas seguidas, e não vimos tudo. Dentro da cidade há tumbas, teatro, templos, etc. O Mosteiro, por exemplo, fica a mais ou menos 10 km da entrada do Siq.




Visão geral de Petra



Logo na entrada da cidade somos abordados por locais oferecendo carruagem e cavalos. Eles dizem que o animal está incluído no valor da entrada. Não está! O cavalo leva apenas até a entrada do Siq, custa 2JD (2018). Vão te cobrar esse valor e ainda vão esperar gorjeta.



Cuidado com os beduínos. Eles têm fama de furtar e assediar turistas. O tratamento deles com os animais me chocou, os burrinhos, camelos e cavalos são extremamente mal tratados. Não os utilizei, pois sou contra a crueldade com animais, por isso andei muito.

No final da trilha principal, bem depois das tumbas, há dois restaurantes. Um bom e um ruim. O bom tem buffet e cobra 15 JD por ele. Ah tem cerveja! O que é super raro encontrar.

O Tesouro  tem 40 metros de altura e , provavelmente, foi construído no Século 1 a. C.
Sabe aquela foto clássica do alto do pedra com ele lá embaixo? A trilha, que é fácil, começa no seu lado esquerdo.

Na frente dele tem um café, onde tirei essa foto aí do lado. O chá deles é ótimo!








Nós resolvemos continuar a visita pela trilha clássica, a mais popular. Seguindo ela passamos pela rua das fachadas, com vários túmulos.

Uma das tumbas

Nas noites de segunda, quarta e quinta são acesas 1.800 velas desde o Siq até o Tesouro. Nós não fomos ver o espetáculo das velas à noite, não tínhamos mais pernas para chegar :)


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Luxor


 Luxor é a última parada do cruzeiro, aqui voltamos a ficar em hotel. Todos os nossos guias durante a viagem foram ótimos, mas em Luxor tivemos o melhor Habibi conosco, e ainda bem, pois ô lugar com milhares de coisas para ver. Na realidade a cidade é conhecida como o maior museu aberto do mundo. E faz jus!

Andamos muito pelas ruas da cidade, o mercado é ótimo. Tome apenas cuidado com os carros (nunca sabemos de onde vem, para onde vão e é buzina pra todo lado!) e seja enfático ao dizer NÃO quando assediado (assédio para compras, para entrar no táxi, para tudo!!). Fora isso, não há perigo algum. 

#Partiumundoo Dica: Moças, por favor, evitem colocar as pernocas de fora. Só o fato se sermos estrangeiras já chama atenção. Eu comprei uma calça típica e fiquei com ela o tempo todo. :)

Ficamos duas noites, mas com certeza essa cidade merecia mais tempo. Aliás essa é a sensação normal no Egito. É tanta história, tanta coisa para ver, saber, que falta tempo.

Luxor é dividida em margem leste e oeste. Os templos de Karnak e Luxor ficam na margem leste, já o vale dos reis, vale das rainhas e o templo de Hatshepsut na margem oeste.


A primeira coisa que fizemos foi o passeio de balão. Não há porque ficar com medo, é só seguir as orientações do piloto. O balão sobe bem cedo, ainda está escuro quando chegamos ao local. Lá do alto a visão é incrível. Dá para ver ambos os lados de Luxor. 

 Foi a segunda vez que andei de balão ( a primeira foi na Capadócia), espero repetir muitas e muitas vezes.

Por ser Egito, mais uma vez se prepare para o pouso, não por questões de segurança, mas, sim, porque assim que ele começa a descer vêm várias pessoas correndo até ele para pedir dinheiro, claro. Algumas crianças são de partir o coração. Eu, particularmente, fiquei bem tocada.
Ah a equipe do balão também espera gorjeta. Aliás todos no Egito esperam. 













Continuamos o passeio pelo lado oeste da cidade. O vale dos reis, local das tumbas de vários faraós, é grandioso. O local foi por eles escolhido para a passagem à eternidade por ser uma montanha em formato de pirâmide. A importância arqueológica é enorme. 

Aqui foi encontrada a tumba de Tutancâmon, que, atualmente, está no museu do Cairo. Algumas são ricamente decoradas, as pinturas e hieróglifos em excelente estado, outras são tão profundas que ficamos sem saber como fizeram. A de Seti I, por exemplo, tem mais de 120 metros de profundidade. Também estavam aqui Ramsés VI, Ramsés III e Amenhotep II, dentre outros. 

 Como podem ver não há proteção nas paredes, o que é uma pena. Sabe-se lá até quando teremos os hieróglifos nelas.







#Partiumundoo Dica: Não deixe de levar água, a caminhada é grande e o calor enorme. Só há banheiro na entrada do Vale.




Daqui seguimos para o Vale das Rainhas. Uma das tumbas mais importantes e decoradas é a da rainha Nefertari, uma das esposas de Ramsés II. Particularmente eu achei as tumbas aqui mais bonitas.



Próxima parada: Templo de Hatshepsut. Ela foi a primeira mulher faraó da história. A história dela é bem interessante e nos foi contada pelo guia, tentarei escrever o que lembro. Hatshepsut só deu ao marido uma filha, Néfruré, em compensação, uma outra esposa deu a ele um filho, que recebeu o nome de Tutmósis III, que, ao completar a idade de oito anos ficou órfão do pai, tendo então que Hatshepsut, em seu papel de Grande Esposa Real, assumir uma co-regência até que o garoto tivesse uma idade mais apropriada para reinar, porém, quando o rapaz alcançou a idade de quinze anos a rainha se declarou faraó, e assim permaneceu por vinte e um anos.

Templo funerário de Hatshepsut

 Mais uma curiosidade: ela se vestia como homem para governar o Egito.


 


Para terminar essa margem, passamos pelos Colossos de Memnon. 

São duas estátuas gigantescas do faraó  Amenófis III, que serviriam para guardar o seu templo funerário.





Uffa! Acabamos uma margem. Vamos para a outra?

Karnak é um super templo, mais de 260 mil m², dedicado à Amon-Rá (rei dos deuses). É o maior de todo o Egito.  Só na época de Ramsés II, 80 mil homens trabalharam em Karnak. Cada faraó que passou pelo Egito incluía sua marca no templo. O templo tinha vários obeliscos, a grande maioria foi levada ou dada de presente.

 
O complexo é composto de três grandes templos: Montu, Mut e Amon (o maior deles).

Na entrada do templo, antes de cruzar o primeiro pilone, veremos 40 esfinges com cabeça de carneiro. É o começo da Avenida das Esfinges, que chegava até o Templo de Luxor.


#Partiumundoo Dica: Roupas e sapatos confortáveis. Ele é realmente gigantesco!




Em uma das salas os pesquisadores acreditam que há 134 colunas e, antigamente, era coberta por um teto.


O complexo ainda tem um lago, que era considerado sagrado e servia para purificação.





Nas proximidades do lago, existe uma intrigante estátua de granito do escaravelho. Reza a lenda que se uma pessoa der voltas ao redor dela, a estátua teria o poder de realizar desejos relacionados a fortuna (3 voltas), matrimônio (5 voltas), felicidade (7 voltas) e segredos (8 voltas).  Juro que não lembro quantas voltas dei!

De noite Karnak tem show de luz e som.

Passemos para o templo de Luxor. Esse é bem menor que o anterior, mas está super bem conservado. 
Ele é o único monumento do mundo que contém em si mesmo as épocas faraônica, greco-romana, copta e islâmica. Aliás, tem uma mesquita junto dele.

Curiosidade: o obelisco da Place de la Concorde em Paris veio de Luxor. Na foto abaixo aparece um obelisco, falta um do lado. Eram dois na entrada.

Aqui, também, Ramsés II acrescentou suas estátuas. Um detalhe raro: tem uma estátua de Tut com sua esposa.


Tut e esposa



Na frente do templo vê-se a avenida das esfinges, aquela que chega em Karnak. 
Adorei fazer a visita de noite, o templo fica lindo iluminado e o calor é menor. Ah também tem show de luz e som.

Para fechar Luxor vale mencionar que visitamos o Museu da Mumificação. Ele fica na margem leste do rio Nilo, fácil de achar e nós estávamos hospedados bem perto dele. O museu é pequeno, mas bem interessante. Ele explica a técnica utilizada para embalsamar pessoas e animais. Não tenho foto, pois é proibido fotografar.



Trogir

Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus...