Para começar a contar sobre essa viagem incrível que acabei de
fazer vou falar sobre coisas práticas.
Alugamos
carro e dirigimos o tempo todo. As estradas são maravilhosas, um
tapete. Algumas têm pedágio. Não esqueça que a mão aqui é
inglesa, logo é melhor alugar um carro automático.
Logo
no aeroporto comprei um sim card na Vodafone. Funciona perfeitamente.
Na loja vão tentar te empurrar um adaptador de tomada. Eu comprei
:(, mas não tinha necessidade. Todo hotel que fiquei também tinha
tomada de dois pinos.
O
país é bonito, organizado, as pessoas são simpáticas, a comida é
ótima e, em momento algum, achei violento. Confesso que estava bem
receosa com esse ponto, mas, principalmente para quem mora no Brasil,
não achei nada perigoso. Na realidade, Rio e São Paulo são bem
mais perigosos.
Em
relação ao dinheiro, achei o país barato.
O
roteiro foi o seguinte: Joanesburgo, Kruger, Suazilândia, Port
Elizabeth e Cape Town.
O
deslocamento entre Joburg e Port Elizabeth (voei pela Mango) e de Cape Town –
Joburg (kulula) foi feito de avião, pois, infelizmente, eu não
tinha tempo para ir dirigindo, as distâncias são enormes.
Fiz
todo o roteiro por conta própria, apenas peguei um guia em Joanesburgo, pois
achei que o teor histórico do passeio merecia. E acertei!
Tinha
planejado dois dias em Joanesburgo, mas a viagem para a África do
Sul começou toda errada. A Avianca cancelou o voo de conexão sem
avisar e com isso perdermos o voo para Joanesburgo. Diante desse
fato, os dois dias viraram um, e bem corrido.
Antes
de ir eu contratei um tour pela cidade com a Felleng tours. Ótima
escolha! O nosso guia Rudie foi muito bom. Chegamos no hotel e logo
ele estava lá.
A
primeira parada foi naquelas antigas torres de energia famosas de Soweto, que agora servem para esportes radicais.
No caminho ele fez questão de parar em uma barraquinha
para mostrar o que as pessoas mais pobres da área comiam. Eu, por
ser vegetariana, não consegui olhar. Eram restos de cabeça de boi
com uma papa feita de farinha.
Na
sequência fomos na praça Walter Sisulu, cuja importância história
é enorme. Foi nessa praça que, em 1955, durante o regime do
apartheid, Mandela e outros se reuniram como Congresso do Povo e
elaboraram a Carta da Liberdade. Ela pode ser lida dentro do
monumento da praça.
Aqui
caminhamos para ver pessoas e seus hábitos. Conhecemos curandeiros e
almoçamos com o pessoal na rua (comida deliciosa). A comida
consistia em repolho, a papa de farinha e frango frito.
O
tour continuou com a parada na casa em que Mandela morou antes de ser
preso. Na realidade, quando ele saiu da prisão ainda ficou um tempo
nela, mas logo mudou, pois não tinha segurança e privacidade.
É extremamente interessante ver como ele e Winnie moravam. Como eram pessoas humildes e a força e influência deles no povo. Bem emocionante.
Por
fim, fomos no museu do Apartheid. Parada obrigatória. Se for para
escolher uma atração na cidade, com certeza, é essa! O museu é
muito bonito, bem grande, e o teor é triste e pesado.
Em
uma parte tem uma exposição sobre Mandela e na outra sobre o
Apartheid em si. O bilhete de entrada do museu já é chocante.
A
entrada é dividida em brancos e não brancos para mostrar aos visitantes como era á época. A gente acha que sabe
algo sobre esse sistema de discriminação racial, mas depois de
passar pelo museu fica claro que não sabíamos nada.
O
dia foi intenso, foi corrido, mas foi maravilhoso! Ficamos hospedados
no C.A.G The Vantage, em Sandton, e aprovamos. Boa localização, ao
lado de um shopping.
Jantamos
no Jamie´s Italian, em Melrose, e também adorei esse bairro para se
hospedar.



