segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Paris e seus museus




Na época que eu fui comissária eu fui muitas vezes à Paris. Então, é uma cidade que, apesar de não ser novidade, é sempre bom visitar e sempre tem algo novo para ver.


Dessa vez eu revisitei alguns lugares, como o Louvre, e conheci outros. 


Por estarmos no meio de uma pandemia é necessário comprovar a vacinação para entrar nos locais fechados. 


Decidi não fazer o passe sanitário deles, pois custa 37 euros e o nosso dinheiro está muito desvalorizado para ficar gastando com coisas desnecessárias. Digo isso porque o nosso bom conectsus foi aceito em todos os lugares. Dito isso, não esqueça da máscara e aproveite! 


Paris tem vários museus incríveis, não tenho como e nem tenho a pretensão de falar de todos.  Dessa vez resolvemos voltar naquele que mais representa a cidade. Adivinha  qual?? Sim, o Louvre 🤩


Atualmente para entrar no Louvre é necessário comprar os ingressos on-line (https://www.louvre.fr/ Eu paguei 17 euros na entrada e a do meu filho, menor de 18 anos, foi de graça. 😁


É sempre bom lembrar que a Monalisa fica na aérea Denon do museu. Mas ele tem muito, muito mais do que a Mona! 

Não deixe de ver a parte do oriente médio, que é incrível! 

Ah, o código de Hamurabi também está no museu. 

Reserve algumas boas horas para a visita.


Dica: 

1- tem armários para guardar bolsas e casacos (de graça);

2- dentro do museu tem cafés e restaurante 

3- metro linhas 1 e 7, estação Palaus-Royal/Musee du Louvre ou linha 14, estação Pyramides


⭐️ Resolvi conhecer onde Napoleão Bonaparte. está enterrado. Sim, ele mesmo! 





O local é chamado de Les Invalides, pois Luis XIV, preocupado com os soldados franceses, decidiu construir acomodações e hospital para eles. 


Atualmente,  guarda um museu muito bom sobre as Guerras Mundiais. O lugar é mais interessante do que parece. Vale a visita! 


💡A entrada de adulto foi 14 euros e a de menor de 18 anos também foi de graça.


💡Como chegar: Metrô número 8 ou 13.


⭐️Outro museu que sou mega fã é o museu D’orsay. O acervo é incrível! Tem pinturas impressionistas e pós-impressionistas. Tem Van Gogh, Renoir, Cezanne etc. sem dúvida é o meu museu preferido em Paris.


💡A entrada custa 16 euros para adultos. 

💡  Metrô linha 12, estação  Solférino


⭐️ Museu Rodin. Rodin é conhecido por suas esculturas em bronze. Eu já fui e acho interessantíssimo. Dentre outras obras, o Pensador e a Porta do Inferno estão lá. 


Rodin morou na casa, que hoje abriga o museu, até a sua morte. A casa é linda e o jardim é muito bonito. Ao todo são mais de 6.000 esculturas, além de pinturas, gravuras e cerâmicas. 


Dentro também tem obras de Camille Claudel, que foi sua assistente por quase dez anos. Eles tinham uma relação bastante difícil. Hoje ela é considerada um gênio da escultura.


💡A entrada custa 13 euros 

💡No primeiro domingo do mês a entrada é gratuita, de outubro a março. Não precisa fazer reserva

💡 Metrô Varenne, linha 13


⭐️ O Petit Palais é o museu de belas artes de Paris. Só o prédio já vale a visita. É muito bonito. Fácil de achar, ele fica pertinho da Champs-Elysee.


💡O acervo permanente é gratuito, só paga-se pelas exposições temporárias. 



  




Destaco, brevemente, o museu Picasso, o centro Pompidou, Orangerie. E a lista continua…


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

India



 Como escrever sobre a Índia? A Índia é um choque. A Índia é impactante. É história, cultura, religião, comida, povo, pobreza, fé. É linda, mas também triste. Mexe com as emoções. A Índia é necessária. 

Fazia tempo eu queria ir. Ano passado tomei a decisão e fui. Contratei uma empresa lá (Noble house - querem agradar tanto que chega a irritar rsrsrs).  Roteiro escolhido, preço bom e partiu! Foram 15 noites entre India e Nepal. Todas inesquecíveis. 

A primeira parada foi Delhi, mas foi rápido porque no dia seguinte fomos para o Nepal. Conhecemos Delhi realmente no final da viagem. 

Nessa estadia de um dia em Delhi tivemos contato com o caos indiano. Muita gente, muito carro, muito engarrafamento, muita poluição. Tudo muito!

Tivemos tempo para ir em dois lugares apenas. O Qutub minar e o templo de lótus. 

Qutub minar é um minarete de tijolo mais alto do mundo. O complexo, pertencente à UNESCO, de monumentos, com exemplos de diferentes épocas e impérios. A torre foi construída para celebrar a vitória dos muçulmanos sobre o último governante hindu de Delhi. 




O outro local que visitamos no primeiro dia foi o templo de lótus. Um oásis de paz em meio ao caos. O lugar é surpreendentemente sereno rsrs e enorme. A construção é recente, 1986. A religião é Bahá’í e existem 8 templos no mundo. O templo está aberto a todos os praticantes de todas as religiões. É um local de convívio para os visitantes. 

Curiosidade: esse templo está entre as construções mais visitadas do mundo e foi quase integralmente financiado por uma única pessoa - Ardishír Rustampúr- empresário indiano  e devoto de Bahá’í. Ele doou suas economias para a construção do templo. 




O resto todo ficou para o final da viagem e será abordado em outro post. 

domingo, 10 de janeiro de 2021

Rio Grande do Norte



 Faz tempo não me dedico ao blog, mas como estou de férias resolvi escrever sobre onde estou. Rio Grande do Norte, para mim, já virou lugar comum rsrs venho muito aqui. Inclusive tenho um apartamento em Ponta Negra que está no Airbnb ➡️➡️ (https://abnb.me/dS8cmVDIWcb)  😃

Propagandas à parte, hoje eu resolvi conhecer o castelo Zé dos Montes no agreste do RN. Fica uns 100 km de Natal, na serra da Tapuia. Quase todo o percurso tem boa estrada, só fica de terra bem próximo. É muito fácil chegar, é quase um retão o tempo todo.

O lugar é lindo. Vale a vista. Paguei R$ 15,00 de entrada (01/21). No local tem um pequeno restaurante. Eu fui sozinha, sem problemas para mulheres ☺️

O castelo, que começou  a ser construído pelo Ze após ele ter uma visão quando criança, segue incompleto. No momento o castelo tem quatro andares com altares e salões vazios, 83 torres brancas e fica em uma área de 13 hectares em plena caatinga. O local fica aberto para visitação apenas nos finais de semana. 



Outro lugar muito legal, totalmente diferente do anterior, e pouco conhecido que fui aqui no RN é o Shui. Um lugar lindo para relaxar e passar o dia. É um refúgio no meio da natureza a 1:30 h de distância de Natal. 

O local funciona como day use e o valor inclui o almoço. Os gazebos têm capacidade para até 12 pessoas. Ahhh não tem wifi e o telefone não funciona ☺️Link do local: https://shuibrasil.com/como-funciona/ 



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

África do Sul - Joanesburgo


Para começar a contar sobre essa viagem incrível que acabei de fazer vou falar sobre coisas práticas.

Alugamos carro e dirigimos o tempo todo. As estradas são maravilhosas, um tapete. Algumas têm pedágio. Não esqueça que a mão aqui é inglesa, logo é  melhor alugar um carro automático.

Logo no aeroporto comprei um sim card na Vodafone. Funciona perfeitamente. Na loja vão tentar te empurrar um adaptador de tomada. Eu comprei :(, mas não tinha necessidade. Todo hotel que fiquei também tinha tomada de dois pinos.

O país é bonito, organizado, as pessoas são simpáticas, a comida é ótima e, em momento algum, achei violento. Confesso que estava bem receosa com esse ponto, mas, principalmente para quem mora no Brasil, não achei nada perigoso. Na realidade, Rio e São Paulo são bem mais perigosos.

Em relação ao dinheiro, achei o país barato.

O roteiro foi o seguinte: Joanesburgo, Kruger, Suazilândia, Port Elizabeth e Cape Town.

O deslocamento entre Joburg e Port Elizabeth (voei pela Mango) e de Cape Town – Joburg (kulula) foi feito de avião, pois, infelizmente, eu não tinha tempo para ir dirigindo, as distâncias são enormes.

Fiz todo o roteiro por conta própria, apenas peguei um guia em Joanesburgo, pois achei que o teor histórico do passeio merecia. E acertei!

Tinha planejado dois dias em Joanesburgo, mas a viagem para a África do Sul começou toda errada. A Avianca cancelou o voo de conexão sem avisar e com isso perdermos o voo para Joanesburgo. Diante desse fato, os dois dias viraram um, e bem corrido.

Antes de ir eu contratei um tour pela cidade com a Felleng tours. Ótima escolha! O nosso guia Rudie foi muito bom. Chegamos no hotel e logo ele estava lá.

A primeira parada foi naquelas antigas torres de energia famosas de Soweto, que agora servem para esportes radicais.






 No caminho ele fez questão de parar em uma barraquinha para mostrar o que as pessoas mais pobres da área comiam. Eu, por ser vegetariana, não consegui olhar. Eram restos de cabeça de boi com uma papa feita de farinha.

Na sequência fomos na praça Walter Sisulu, cuja importância história é enorme. Foi nessa praça que, em 1955, durante o regime do apartheid, Mandela e outros se reuniram como Congresso do Povo e elaboraram a Carta da Liberdade. Ela pode ser lida dentro do monumento da praça.



Aqui caminhamos para ver pessoas e seus hábitos. Conhecemos curandeiros e almoçamos com o pessoal na rua (comida deliciosa). A comida consistia em repolho, a papa de farinha e frango frito.

O tour continuou com a parada na casa em que Mandela morou antes de ser preso. Na realidade, quando ele saiu da prisão ainda ficou um tempo nela, mas logo mudou, pois não tinha segurança e privacidade.




É extremamente interessante ver como ele e Winnie moravam. Como eram pessoas humildes e a força e influência deles no povo. Bem emocionante.





Por fim, fomos no museu do Apartheid. Parada obrigatória. Se for para escolher uma atração na cidade, com certeza, é essa! O museu é muito bonito, bem grande, e o teor é triste e pesado.
Em uma parte tem uma exposição sobre Mandela e na outra sobre o Apartheid em si. O bilhete de entrada do museu já é chocante. 


A entrada é dividida em brancos e não brancos para mostrar aos visitantes como era á época. A gente acha que sabe algo sobre esse sistema de discriminação racial, mas depois de passar pelo museu fica claro que não sabíamos nada.


















O dia foi intenso, foi corrido, mas foi maravilhoso! Ficamos hospedados no C.A.G The Vantage, em Sandton, e aprovamos. Boa localização, ao lado de um shopping.

Jantamos no Jamie´s Italian, em Melrose, e também adorei esse bairro para se hospedar.



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Jordânia -Petra


Entramos na Jordânia pelo Sinai. As cidades da fronteira são Eilat (Egito) e Aqaba (Jordânia). Essa fronteira é super organizada e rapidamente se chega na Jordânia.
Resolvemos contratar um motorista para nos levar a todas as cidades que queríamos, mas é plenamente possível alugar um carro lá. As estradas são boas, bem sinalizadas (em árabe e em inglês) e o país bem seguro.
O roteiro na Jordânia foi: Petra, Karak Castle, Madaba, Mar Morto, Umm Quais, Amã, Ajoun Castle e Jerash (não necessariamente nessa ordem!).

Um importante detalhe: Jordânia é cara, bem cara, então se prepare.

Outra dica: Compramos o JordanPass antes de ir. Ele inclui o visto e várias atrações. Vale a pena!
Segue o site:  https://www.jordanpass.jo/

Siq



Da fronteira fomos direto para Petra (120 km de Aqaba). Ficamos em um hotel bem na entrada da Cidade Perdida ou Cidade Rosa.

Sei que Petra dispensa apresentações, mas vale saber um pouquinho da história dessa maravilha do mundo.

A cidade foi esculpida, por volta do século VI a. C., nas rochas pelos Nabateus, um povo árabe que ficou nessa região por 2.000 anos. A entrada para a cidade é feita pelo Siq, um caminho entre as rochas que termina exatamente com aquela visão magnífica do Tesouro (Al-Khazneh).

O Tesouro é o que vem na nossa cabeça quando pensamos em Petra,  mas, definitivamente, a cidade é muito mais do que só ele.

O lugar é muito grande, muito mesmo, caminhamos dentro umas 7 horas seguidas, e não vimos tudo. Dentro da cidade há tumbas, teatro, templos, etc. O Mosteiro, por exemplo, fica a mais ou menos 10 km da entrada do Siq.




Visão geral de Petra



Logo na entrada da cidade somos abordados por locais oferecendo carruagem e cavalos. Eles dizem que o animal está incluído no valor da entrada. Não está! O cavalo leva apenas até a entrada do Siq, custa 2JD (2018). Vão te cobrar esse valor e ainda vão esperar gorjeta.



Cuidado com os beduínos. Eles têm fama de furtar e assediar turistas. O tratamento deles com os animais me chocou, os burrinhos, camelos e cavalos são extremamente mal tratados. Não os utilizei, pois sou contra a crueldade com animais, por isso andei muito.

No final da trilha principal, bem depois das tumbas, há dois restaurantes. Um bom e um ruim. O bom tem buffet e cobra 15 JD por ele. Ah tem cerveja! O que é super raro encontrar.

O Tesouro  tem 40 metros de altura e , provavelmente, foi construído no Século 1 a. C.
Sabe aquela foto clássica do alto do pedra com ele lá embaixo? A trilha, que é fácil, começa no seu lado esquerdo.

Na frente dele tem um café, onde tirei essa foto aí do lado. O chá deles é ótimo!








Nós resolvemos continuar a visita pela trilha clássica, a mais popular. Seguindo ela passamos pela rua das fachadas, com vários túmulos.

Uma das tumbas

Nas noites de segunda, quarta e quinta são acesas 1.800 velas desde o Siq até o Tesouro. Nós não fomos ver o espetáculo das velas à noite, não tínhamos mais pernas para chegar :)


Trogir

Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus...