Nas férias desse ano resolvi realizar um sonho chamado Egito. Antes de ir pesquisei bastante e escolhi uma empresa de turismo chamada HolaEgypt para fazer o meu roteiro. Tinhamos 15 dias disponíveis e vários lugares incríveis para conhecer. Para informações: http://holaegypttours.com/
Assim que chegamos no aeroporto do Cairo já havia alguém esperando por nós e, frise, assim que chegamos mesmo! As empresas de turismo ficam dentro do aeroporto, antes de pegar a bagagem e antes da imigração. Então praticamente saímos do avião e já tinha alguém com meu nome esperando.
Correu tudo bem, o visto compra-se antes do carimbo no passaporte (com o papel de imigração que recebe-se no avião), em umas janelinhas que lembram aquelas que fazem câmbio no aeroporto. Ah ele custa 25 dólares. Nós mesmos colamos no passaporte e depois eles botam o carimbo.
Tudo resolvido, pegamos o transfer até o hotel. Como decidimos ficar em Giza, naqueles hoteizinhos de frente para as pirâmides, levamos uns 50 minutos até chegar. Minutos esses suficientes para ver a loucura do Cairo. É tanta gente, tanto carro, tanto barulho...
Chegamos no hotel (Best View Pyramids) felizes da vida. Até saltarmos da van. Estávamos perto das pirâmides, certo? E o que tem nas pirâmides? Camelo e cavalo. Gente, estavam todos na frente do hotel. TODOS! Era um cheiro, um cheiro que não dá para descrever. Passamos a dizer que estávamos hospedados no backstage das pirâmides. No dia seguinte já estávamos acostumados com isso. E, sério, camelo na porta? É maravilhoso!
O hotel é simples e, como na maioria dos lugares, praticamente não falam inglês. Então é um tal de "yes, my friend", "It´s ok my friend" o tempo todo, porque eles não entendem o que falamos. Sensacional!
O must do hotel é o terraço. Assim que chegamos subimos correndo para o restaurante para procurá-las. E, no meio da escuridão, nossos olhos conseguiram ver um vulto. Sim! Elas! Uma das 7 maravilhas do mundo antigo bem ali, na nossa frente. Foi muito emocionante ver as pirâmides pela primeira vez, e devo confessar que todas as vezes que eu as via, me emocionava.
| vista do hotel |
A partir daí foram os melhores 15 dias da minha vida. Chuva de cultura. Experiências inesquecíveis, com um povo de tradições completamente diferentes, humilde e maravilhoso, mas que dá trabalho também. Eu nunca dei tanta gorjeta na minha vida. E pode dar sem pena, o dinheiro deles vale muito pouco. O problema é que só de você olhar para alguém já vai ter uma mão estendida esperando dinheiro. Então, tem que se acostumar com isso. É assim mesmo. E, não, nem sempre dávamos. Infelizmente, não dá para ajudar a todos.
Outro ponto importante a ser mencionado é a barganha. Barganhe sem medo de ser feliz! Algo que supostamente custa mil EP (Egyptian Pounds) no final compra-se por 200 ou 100 EP.
Ah, mais uma dica: leve dinheiro. Tudo se paga com dinheiro. Eles preferem e poucos lugares aceitam cartão.
No dia seguinte nosso passeio começou por Saqqara, a primeira pirâmide construída. Depois fomos a Mênfis, antiga capital do Egito, e, por fim, nas Pirâmides.
Todas as entradas no Egito ficam em torno de 100/200 EP. Nas pirâmides paga-se separado para entrar nelas, portanto se quiser entrar tem que comprar o ticket do lado de fora. Meu filho entrou em uma, e, obviamente, não há nada dentro.
Não sou adepta de passeios que envolvam animais, porque normalmente são explorados e não são bem tratados, mas estava ali e nunca havia andado de camelo. Há duas possibilidades, uma assim que se entra no local, e outra lá depois da terceira pirâmide. O passeio é mais longo quando se faz logo na entrada. Escolhi o menor, o da terceira pirâmide, durou cerca de 30 minutos e custou 25,00 dólares.
Foi maravilhoso! Um visual de tirar o fôlego. E, mesmo sendo curto, no dia seguinte estávamos com a bunda e as pernas todas doloridas.
No Cairo fomos no museu, claro! É, sem dúvida, um dos melhores museus do mundo. Tem muita coisa, muita mesmo, mas o mais incrível é a tumba do Tutancâmon, o faraó menino. Na sua tumba, no vale dos reis, foram encontrados mais de cinco mil peças. A máscara mortuária de ouro, o seu caixão e muitos outros objetos estão no museu. O ingresso para a sala das múmias é cobrado separadamente.
| Tumba do Tut |
Continuamos nosso passeio pelo Cairo visitando a parte Copta da cidade. Os coptas são cristãos, e eles estavam presente no Egito muito antes do país adotar o islamismo. Atualmente cerca de 20 % da população ainda é cristã copta.
É uma visita muito interessante. Acredita-se que a Sagrada Família se escondeu na igreja de São Sergio, quando da sua fuga para o Egito. O teto da igreja tem o formato da Arca de Noé. Tem várias igrejas com grande importância histórica.
| Local onde a Sagrada Família se refugiou |
| Teto com o formado da Arca |
Depois fomos na cidadela, uma fortaleza fundada pelo líder muçulmano Saladino, que foi sede do governo egípcio por quase 700 anos. Olhando de dentro da cidadela para a cidade a gente vê tanta mesquita que consegue-se facilmente perceber porque Cairo foi apelidada de "A cidade dos Mil Minaretes".
Dentro da fortaleza fomos em duas mesquitas. A mesquita de Mohammed Ali, um grande governante do Egito, pode ser vista de longe por causa da sua posição e do seu tamanho. A mesquita foi construída no estilo Otomano. É, sem dúvida, a maior atação da cidadela.
Uma curiosidade, nesta mesquita tem um relógio que foi presente do rei francês Louis Phillippe. Ora e porque ele deu esse presente? Porque Mohammed Ali enviou à França um dos obeliscos do Templo de Luxor. Sim, é aquele lá na Place de La Concorde, em Paris. Detalhe: o relógio não funciona!
Vale lembrar que novos museus estão sendo construídos no Cairo. Um deles fica perto das pirâmides, com abertura prevista para esse ano (2018). O Grand Egyptian Museum será o maior museu arqueológico do mundo.
Nossa viagem pelo Egito continua nos próximos posts. :)


