sexta-feira, 30 de junho de 2017

Lisboa

Já estive em Lisboa algumas vezes e considero uma cidade bastante agradável. 
Chegar no centro da cidade para quem vem do aeroporto é muito fácil. Tem metrô no aeroporto, daí é só ver em qual estação ficar dependendo de onde a pessoa vá se hospedar. 

É tranquilo se locomover na cidade, seja de metrô, a pé, de bonde ou Uber.

O ônibus número 728 é uma mão na roda! Ele vai de um extremo ao outro, passando desde o Oriente até Belém, com parada também na Praça do Comércio. 
 

Dica: não esqueça de comprar o cartão do metrô/ônibus nas estações, pois a passagem é mais barata com ele do que pagando para o motorista. ; )

A primeira vez que fui fiquei num apartamento alugado perto da Estrela (tem uma basílica linda), outra fiquei no Rossio, Recentemente fiquei em Alfama porque eu acho o bairro um charme. Também já fiquei  em hostel no Chiado (MyRoom) e no GS Chiado Boutique Studios. Esse último eu gostei muito, localização perfeita, extremamente limpo, mas não tem elevador e os quartos ficam no terceiro andar.

Aliás, para quem gosta de agito recomendo a localização, pois fica bem no pé do Bairro Alto, uma bairro super antigo com bons restaurantes (adoro o Palácio Chiado), bares (na Rua Alecrim tem vários) e  fado.

Chiado


Aqui no Chiado também fica o café A Brazileira, onde Fernando Pessoa era frequentador assíduo, e os restaurantes do Avillez. 

Pode-se pegar o famoso bonde 28 aqui no Chiado. Alias, apesar de sempre lotado, é um passeio delicioso! Com o bonde chega-se até o Castelo de São Jorge, mas antes não deixe de descer no mirador das Portas do Sol para tirar aquela foto clássica de Alfama e do Tejo.

A direita do miradouro tem uma escadaria que leva para as ruas de Alfama. Para a esquerda vê-se o Largo de Santa Luzia.
  



 


Do miradouro ao Castelo é uma caminhada de uns 10 minutinhos.
 
Visitar o Castelo é muito legal, vale muito a pena. A vista da cidade é linda e ele está muito bem conservado. 

Curiosidade: O castelo foi construído pelos muçulmanos no século XI.

Entrada em 2018: 8,50 euros.







Estando no centrinho de Lisboa, lá pela rua Augusta, pode-se ver o castelo de São Jorge no alto. É uma visita que vale a pena e com uma ótima vista da cidade e do rio Tejo. Ah no centro também fica a Casa Portuguesa do Pastel de bacalhau, aquele com recheio de queijo da serra da estrela. Passa lá! http://pasteisdebacalhau.com/

Aliás esse pastel de bacalhau (o nosso popular bolinho de bacalhau) também é vendido na Praça do Comércio, a praça mais importante de Lisboa. Aqui era o local do palácio dos reis de Portugal, que foi destruído pelo grande terremoto de 1755.
No lado norte da praça fica o Arco triunfal da Rua Augusta, que foi construído depois do terremoto.


Outros pontos turísticos importantíssimos são: a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos e o Mosteiro dos Jerónimos.

Apesar de estarem bem próximos um do outro pegamos um tuc tuc  para ir do Mosteiro até a Torre, mas pode-se perfeitamente andar.

Comecemos pelo Mosteiro, o qual recebeu o título de patrimônio da humanidade pela UNESCO, e possui uma beleza impressionante. Nele estão sepultados reis e também Fernando Pessoa, Camões e Vasco da Gama. A entrada para o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém é 12 euros.

 














Bem pertinho do Mosteiro (atravesse a rua e passe pela Starbucks) fica a fabrica dos Pastéis de Belém. A loja mais antiga e tradicional do doce. Não deixe de entrar na loja, ir até o final, porque da porta não se tem noção do tamanho da mesma. É de comer rezando!


A Torre de Belém fica nas margens do Tejo e originalmente servia como uma fortaleza para defender a entrada de Lisboa. Na frente da Torre tem um carrinho que vende vinho chamado wine with a view. Eu, como não dispenso um vinho, sempre compro uma taça e sento ali, na beira do Tejo, para apreciar o rio, a Torre , a ponte.... Único!


Passando para o outro lado da cidade tem uma área conhecida como Parque das Nações (metro: estação Oriente). Esta parte foi construida para a Expo 98, portanto é uma área muito nova. É aqui que fica o Oceanário de Lisboa e o Pavilhão do Conhecimento, visitas muito legais com ou sem criança.

Para quem gosta de praticidade Lisboa também tem aqueles ônibus turísticos hop on, hop off. https://www.hop-on-hop-off-bus.com/lisbon-bus-tours

Uma atração moderna em Lisboa é o LX Factory, um oásis de lojas e restaurantes descolados. Fica próximo de Belém.

Bem próximo, na Ponte 25 de abril fica o Pilar 7. Aqui um elevador te leva a um miradouro para uma vista sensacional do Tejo. A entrada custa 6 euros. Essa atração é bem recente. Para entender melhor: https://www.visitlisboa.com/pt-pt/experiencia-pilar-7

Aos sábados, no Campo de Santa Clara, próximo ao  Panteão, as ruas ficam tomadas de antiguidades, é a feira da Ladra, o maior mercado de rua de Lisboa. É super interessante.



Lisboa tem outros museus, como o  Calouste Gulbenkian,  o museu Nacional dos Coches, Museu Coleção Berardo (arte moderna e contemporânea) e muitas outras igrejas a serem visitadas. Na minha opinião uns 4 dias são suficientes para conhecer a cidade, desde que não se utilize os dias para visitar cidades próximas como Sintra.

Para facilitar a entrada em algumas atrações há o blue ticket. Ele engloba o Castelo e alguns museus. Segue o link para a compra:   https://www.blueticket.pt/Event/3845 
ou https://www.visitlisboa.com/pt-pt/plan/tickets-offers/lisbon-card

Atualização Covid- ⭐️⭐️⭐️
Para entrar em Portugal é necessário o teste de PCR ou antígeno, além de preencher o passenger locator form (não esqueça de imprimir porque as comissárias recolhem no voo, a senha é o número do passaporte). 💡💡
O comprovante de vacinação é necessário para entrar nos restaurantes e museus.



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sevilla

Como meu irmão mora no Algarve eu já tive a oportunidade de ir algumas vezes a Sevilla, que vem a ser minha cidade espanhola favorita.
Do sul de Portugal é muito fácil chegar, seja de trem ou de carro. Eu sempre alugo carro para não ficar presa aos horários do trem, mas para conhecer a cidade em si é totalmente desnecessário, o carro fica estacionado o tempo todo.

Em uma das vezes que vim peguei o ônibus sightseeing, uma maneira pratica de visitar os pontos turísticos sem se preocupar em como chegar neles.
A parte histórica de Sevilla é pequena, da para fazer bastante coisa a pé. Nas vezes que fui fiquei hospedada num hotelzinho fofo chamado Petit Paris. A localização é ótima, o atendimento é bom, preço honesto para o local, mas não tem café da manhã.

Recentemente fiquei hospedada no The Zentral Arenal Suites. Muito bom hotel, confortável, excelente atendimento e super perto da Catedral.

Sevilla é uma cidade vibrante, sempre cheia de turistas. Não deixe de visitar os Reales Alcazares (para fãs de Game of Thrones - Dorne), patrimônio mundial pela UNESCO. Pode-se comprar a entrada pela internet, o que recomendo por conta das longas filas, ou na entrada mesmo.
Ingressos:https://realalcazarsevilla.sacatuentrada.es/




Bem, os árabes tiveram grande influência em Andaluzia, em Sevilha não poderia ser diferente. Eles tomaram a cidade por volta do ano 713, daí vem o nome Alcazar, que significa fortaleza. É sem dúvida a atração mais bonita e importante da cidade.




Outro ponto turístico bastante visitado, e do lado do anterior, é a Catedral. Ela é a maior da Espanha e terceira maior do mundo. Muito bonita.
A torre da Giralda é o minarete que sobrou da mesquita de Sevilha construído entre 1184 e 1196, sendo este o único elemento que resta do edifício muçulmano, convertido em campanário para a catedral.



A Plaza de España também é imperdível. Ela foi construída para a exposição Ibero-Americana de 1929 e fica localizada no Parque Maria Luisa. Para chegar nela entra-se pela Puerta de Jerez bem em frente da Universidade de Sevilla. A praça é majestosa, quase 200 m de diâmetro, um canal enorme no meio, uma torre em cada ponta, os bancos representam as províncias espanholas e as carruagens dão um charme a mais.
















Sevilla tem uma gastronomia maravilhosa. Eu sou louca por tapas e um bom vinho. Recomendo o restaurante Taberna Coloniales, mas chegue cedo porque a fila é grande!

Para quem gosta de Flamenco eu indico La Casa del Flamenco. Custa 18 euros por pessoa, e o espetáculo vale a pena! Eu adorei!


Caminhando nas margens do rio Guadalquivir, um pouco depois da Plaza de Toros, fica a Torre del Oro.


A torre, que foi construída para proteger a cidade de ataques no século XIII, já foi uma prisão e atualmente abriga o museu naval. A entrada custa só 3 euros e lá de cima tem-se uma linda vista da cidade.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Escócia-3

Continuando a viagem pegamos a estrada A87 em direção a Dornie para vermos o Eilean Donan Castle, o castelo mais fotografado da Escócia. A viagem foi longa, mas o castelo é realmente lindo. Infelizmente fechado no inverno, aliás boa parte dos castelos fecha no inverno. Conseguimos apenas andar no entorno dele, que fica em uma pequena ilha no Loch Duich. O castelo é do seculo XIII.















Seguimos nossa viagem pegando a A87 e A887 até o famoso Loch Ness. A viagem é linda, o lago é enorme, extensão de uns 40 km e 230 m de profundidade. Paramos em Fort Augustus para tirar fotos e almoçar. Tivemos a pior experiência gastronômica das nossas vidas. Não entre no restaurante Moorings, para se ter noção serviram batatas mofadas, dentre outros desastres. Em geral a comida escocesa já é ruim, mas aqui foi intragável.
Essa pequena cidade tem um canal muito importante, o canal caledônio, com 100km e construido para ligar o mar do norte ao oceano atlântico, facilitando as antigas navegações.






 No caminho passamos ainda pelas ruínas do Urquhart Castle, que fica bem na margem do Loch Ness, proporcionando uma vista maravilhosa do lago. O castelo é do século XIII e durante quinhentos anos foi palco de muitas disputas, como por exemplo, na luta de independência da Escócia contra a Inglaterra.



Sem ver a Nessie partimos para Inverness, sem desviar os olhos da estrada, na busca pela Highland Cattle, chamada de Coo - o gado mais fofo do mundo, que conseguimos ver, mas como ainda era novinho estava sem o franjão.






 No dia seguinte fomos na direção de Banchory e passamos pela Malt Whisky Trail, um verdadeiro paraíso para os amantes da bebida. A região de Speyside possui mais da metade das destilarias escocesas, dentre elas: Glen Grant, Glen  Glenfiddich e The Glenlivet.

                                                                          








Escolhemos visitar a Glen Moray, localizada próximo a cidade de Elgin (35 milhas de Inverness pela A96) e produtora de Single Malt desde 1897. O tour custa 5,10 ou 20 libras, dependendo da qualidade da bebida a ser provada no final e dura mais ou menos 1 hora. Aprendi muita coisa que não sabia, como, por exemplo, a diferença entre o Irlandês, Americano e Escocês e como o barril influência no odor e gosto.

Para mais informações : /http://glenmorayexperience.com/


 De volta  para o carro, fomos em busca do nosso hotel, mas dirigir sem parar para ver algum castelo é missão impossível nesse país que tem mais de 100. Na estrada mesmo passa-se por placas indicativas de castelo o tempo todo. Seguindo uma delas fomos parar no castelo Fraser, que fica num parque de 140 hectares próximo a Aberdeen. O castelo foi erguido no Século XVI, possui 5 andares e está tão conservado que até serviu de locação para o filme "A Rainha".




 Mais um pouco dirigindo e chegamos no Banchory Lodge, por fora o hotel é muito bonito, mas por dentro bem cafoninha. O que importa: a cama é bem confortável, staff simpático e limpo. 


 










Bem próximo do hotel tem um pequeno restaurante italiano chamado Mamma Mia, que nos fez parar de reclamar da comida escocesa. A dona e o chef são extremamente atenciosos e a comida deliciosa. Super recomendamos!

No dia seguinte iniciamos nosso retorno para Edimburgo, seguindo pela A957 para visitarmos o castelo de Dunnottar. O castelo fica a 30 min de Banchory, em Stonehaven e, na minha opinião, foi o mais bonito que visitamos.

Paramos o carro no estacionamento e fomos caminhando, seguindo as indicações, uns 5 minutos de caminhada e já dá para vê-lo lá no topo de uma falésia. Vários degraus depois entramos no castelo e a vista do mar do norte é extraordinária.
O castelo do Século XIII está todo em ruínas, também ele já passou por muitas revoltas, foi atacado por vikings e capturado por William Wallace, o coração valente (braveheart), que botou fogo na igreja e destruiu o castelo para matar os ingleses.
 









quinta-feira, 4 de maio de 2017

Escócia - 2

Como a Escócia é um país pequeno, decidimos alugar um carro para facilitar nossa mobilidade e otimizar o tempo.
Alugamos na easy rent a car, e sinceramente não recomendo, tivemos alguns problemas. Tirando isso tudo foi tranquilo. Apesar de estarmos em mão inglesa (primeira vez que dirigi assim) é super tranquilo de dirigir. Acho que na primeira hora fiquei apreensiva, mas não tem mistério algum, só ficar atento nas rotatórias.
As estradas são ótimas e não tem pedágio. Segue mapa para facilitar a organização da viagem:















Pegamos o carro na locadora e fomos na direção de Stirling. Lá tem um castelo que eu queria muito ver, o Doune Castle, este castelo apareceu no filme Monty Python. O castelo é super bem conservado, vale a visita.




Seguimos nossa viagem pela A82, nosso destino final hoje seria Fort William (High lands). Nós não tínhamos noção das paisagens que veríamos. Parece um filme encantado. Os lagos, a neve, tudo tão lindo. Tem uma parada no caminho, bem em Bridge of Orchy que tem uma vista imperdivel! Pare o carro e tire muitas fotos ;)
Escolhi ficar 2 noites em Fort William por causa da estação se ski, meu filho adora neve ( e eu também!).










Em Fort William nos hospedamos no Thistle Cottage e a experiência foi ótima. A casa é um bed and breakfast super aconchegante. A dona é uma senhora bem atenciosa. A localização não poderia ser mais perfeita, fica a 5 minutos da subida para a estação de ski Nevis Range Mountain Experience. Para chegar ao topo do Aonach Mor pega-se uma gôndola que sobe 650 m. A vista é deslumbrante, como fomos no inverno estava tudo branquinho. Lá no alto tem as pistas de ski, uma loja de ski, aulas, restaurante e trilhas.



Ainda aproveitamos para dar um pulo em Glenfinnan (viagem de uns 25 minutos) de carro mesmo.
O  Glenfinnan Viaduct foi inaugurado em 1901 e faz parte da West Highland Railway, que conecta Fort William (nas Highlands) a Glasgow.  
Aqui passa o tem Jacobite, infelizmente não funciona no inverno, que vem a ser o Hogwarts Express que apareceu no filme Harry Potter e a Câmara Secreta.





terça-feira, 2 de maio de 2017

Escócia-1

Começamos nossa viagem pela Escócia em Edimburgo, cidade que é patrimônio mundial pela UNESCO.
Chegar no centro é muito fácil, só pegar o ônibus em frente ao aeroporto.  Ficamos hospedados no SafeStay, que é um hostel, mas tem quartos privativos também. A localização do hostel é excelente, fica bem próximo da Royal Mile, com restaurantes e uma Starbucks bem perto.
No nosso primeiro dia andamos a Royal Mile até o final onde tem o castelo. Aliás, aqui cabe uma explicação. A rua tem esse nome, pois tem aproximadamente uma milha e liga o castelo ao Palácio de Holyroodhouse.
O caminho todo é lindo. A arquitetura dos prédios, os homens de kilt tocando gaita de fole, tudo é inesquecível. 
O castelo é visita obrigatória na cidade. Dentro dele há vários prédios com diferentes exposições, dentre elas as joias da coroa, a pedra do destino e o palácio real. Ainda hoje, todos os dias com exceção de domingo, exatamente 1 da tarde um canhão é disparado.














Na outra ponta da rua fica o palácio de Holyroodhouse, a residência oficial da Rainha na Escócia. Na entrada pega-se o audio tour, que além de ser de graça é super importante para entender a história. O palácio tem 14 apartamentos e as ruínas da abadia.

Bem perto fica Calton Hill, com vários monumentos e uma vista incrível da cidade, e que cidade! É muito bonita.

Para os fãs de Harry Potter Edinburgh (ou Edimbrá como pronunciam) tem um gostinho especial. Foi aqui que os livros foram escritos. J k Rowling começou escrevendo num restaurante aqui na cidade -The Elephant house. Parece que ela se inspirou na própria cidade, por exemplo: Victoria Street, famosa rua de comércio de Edimburgo, que foi a inspiração para o Diagon Alley.

 











Continuando nosso passeio pela cidade fomos no National museum of Scotland, meu filho adorou. O museu é interativo, o que agrada as crianças. Ah é de graça.
Fácil de ver de praticamente qualquer lugar da cidade é o Scott Monument, um monumento em estilo gótico dedicado ao escritor escocês Sir Walter Scott.













 Durante nossos dias na cidade, almoçamos/jantamos no The Royal Mile Tavern e no Bella Italia, adoramos ambos. Passamos 3 dias aqui e foi pouco tempo, não deu para ver tudo que gostaríamos.

Trogir

Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus...