segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Trogir



Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus primeiros indícios datam de 2.000 a.C. Daí para frente ela foi muito disputada e passou por muitas mãos diferentes. 


As principais atrações da cidade são: Castelo do Camerlengo, Fortaleza de São Marcos, Torre do Relógio, Catedral de São Lourenço e o Palácio Cipiko.

O Castelo do Camerlengo é um castelo/fortaleza construído pela República de Veneza como base para essa área do Mar Adriático. 



Antigamente o castelo se conectava com a fortaleza de São Marcos, para proteger Trogir, que é uma pequena ilha. Essa fortaleza fica atrás do castelo, uns 5 minutos de caminhada. 

O palácio Cipiko fica em frente à catedral de Trogir. As paredes mais antigas datam do início da idade média.


Passeando pela orla (riva) tem vários restaurantes de frutos do mar. Escolha um e aprecie a vista maravilhosa ao almoçar. 😃

Segue um mapa da cidade para facilitar a visita: 


É muito fácil chegar em Trogir, basta pegar o ônibus número 37 na rodoviária que fica no centro de Split ou o ônibus da flexibus (tem site para a compra).  O valor do 37 em 2022 foi 22 kn. A rodoviária fica bem pertinho da cidade velha. 

A cidade, que pode ser vista em uma tarde, é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1997. 


 






quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Split

Essa viagem teve uma particularidade. Por causa da pandemia e da desvalorização do nosso dinheiro nós mudamos a viagem no meio 😅

A princípio íamos para Suíça e Austria, mas aí a conta seria absurdamente cara, e a Austria entrou em lockdown novamente, então, enquanto estávamos em Paris, procurei uma passagem barata para algum lugar por nós desconhecido, e caímos na Croácia. 

A escolha não poderia ter sido melhor! No post anterior falei de Zagreb e agora vou falar um pouco de Split.

Chegamos em Split de ônibus. Foram 5 horas no trajeto e a passagem custou 19 euros. 

Spilt é a segunda maior cidade da Croácia e Patrimônio Mundial pela Unesco. No passado já foi dominada pelos romanos, venezianos, austríacos, franceses, italianos e iugoslavos. 

É aqui, fechado por muros de 215 metros por 181 metros que se encontra o palácio do imperador romano Diocleciano, que entrou na lista de Patrimônio Histórico da Unesco e é de longe a principal atração.

Não é necessário pagar entrada para o palácio, basta sair andando e apreciando. 


Não deixe de visitar os porões, que é um dos locais onde filmaram Game of Thrones. 😃 A entrada é paga.

Outro local onde também se paga para entrar é a Catedral de São Domnio. A estrutura foi construída em 305 para o mausoléu do imperador Diocleciano, que perseguia cristãos. Ironicamente seu mausoléu virou uma catedral. 😆



A Riva (calçadão) é o melhor lugar para admirar essa linda cidade. Super animado, tem vários restaurantes e é muito bonito para caminhar e admirar o por do sol. 

Aqui de Split partem barcos como por exemplo para Hvar e blue lagoon. Infelizmente não fiz nenhum, pois fui no inverno.

Split é bem pequena, portanto dois dias bastam para ver tudo. Dá para aproveitar também para visitar cidades próximas, como Trogir, da qual falarei no próximo post. 😃




segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Zagreb

 Zagreb, capital da Croácia. País situado nos balcãs que já passou por muita guerra. Pertenceu à Iugoslavia e apenas em 1991 tornou-se independente com uma guerra que durou quase cinco anos.

A dona do apartamento que nós alugamos explicou que em 1991 as mulheres e crianças do país tiveram que se mudar para Zagreb para se protegerem e para deixar os homens livres para lutar. É tudo tão recente. 

Croácia é um país muito procurado no verão. Banhada pelo mar adriático, o país tem praias incríveis com uma água verde transparente. 

Apesar de fazer parte da comunidade europeia, a moeda do país é a kuna (quase o mesmo câmbio do real), mas não se engane, o país não é barato.

Zagreb é uma das cidades mais antigas da Europa central. A cidade está dividida em cidade alta e baixa. 

Dentre seus atrativos está a Catedral do século XI, que é o prédio mais alto do país.


A cidade também é conhecida pela variedade de museus. São muitos! Vão desde museu de arte até de cogumelos, passando pelos relacionamentos terminados e da ressaca. 😁

Todos os dias pela manhã a praça Kaptol dá lugar para o mercado Dolac de frutas, verduras, flores etc. O mercado é enorme e é tudo bem fresco. 

Passando para a parte alta, onde chega-se andando ou com o funicular (baratinho e a passagem é comprada no local), tem-se a Torre Lotrscak, construída no século XIII para proteger o portão sul da muralha.

A igreja de São Marcos funciona até hoje e no seu telhado tem os brasões da Croácia e da Eslovenia e é um dos prédios mais antigos da cidade. 


Descendo pela rua facilmente vê-se o Portão de Pedra (Stone Gate). Construído no Século XIII, Ele é o único portão remanescente da época medieval. Eram quatro entradas para a cidade.

Dentro do portão tem um lindo santuário. A história é a seguinte: um incêndio destruiu todas as casas da região em 1732, sobrando apenas uma pintura de Maria com o Menino. Parada obrigatória para os fiéis. 



Bem no centro, perto da praça principal, fica a rua Tkalciceva. A rua é animadíssima, cheia de bares e restaurantes. Aproveito para indicar um restaurante que tem um comida típica deliciosa: La struk. Fica numa travessa dessa rua badalada. 

Nos hospedamos em um Airbnb que estava bem localizado. Perto do museu tecnológico e do Mimara. Com supermercado na esquina. Valeu super a pena! 

Caso você chegue de avião tem um ônibus que vai direto para a estação de ônibus. Custa 35 kn e pode ser comprado on line ou direito com o motorista. Normalmente tem ônibus a cada 30 minutos. 

sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Alsácia




 A Alsácia é uma região da França bastante histórica. Fica bem próximo da Alemanha e da Suíça. No passado já teve domínio alternado entre a França e a Alemanha. 

Eu decidi ir lá para ver seus famosos mercados de Natal e suas cidades que, normalmente já lindas, ficam ainda mais bonitas nessa época de festas. Passamos três noites lá, mas não foi o suficiente.

De Paris a distância até Colmar é de aproximadamente 550 km. Cometi um erro ao alugar o carro com retirada no aeroporto Le Bourget, pois ele não tem acesso fácil como o Orly ou o Charles de Gaule. Para chegar lá pegamos a linha 7 do metrô e saltamos na última estação (La Courneuve) com o intuito de pegar um táxi até o aeroporto. Não conseguimos pegar o táxi então fomos ônibus mesmo (linha 152).

💡De Paris até Colmar foram 40 euros de pedágio na ida e na volta.

A primeira cidade que visitamos foi Eguisheim. E foi a minha preferida! Que cidade linda. Logo na entrada da cidade tem um estacionamento (paga na máquina). Deixamos o carro lá e fomos bater perna 😆 A cidade é pequena então facilmente anda-se ela inteira. É cada cantinho, cada casa! Um espetáculo!

Ah, tem muita loja de vinhos, claro, essas cidades estão todas localizadas na rota de vinho da Alsácia 🤩


No dia seguinte resolvemos visitar um castelo medieval lindo. O castelo de Haut-Koenigsbourg fica a uns 30 km de Colmar e é muito fácil chegar. Colocamos o nome dele no gps do carro e pronto! 

A estrada que chega nele é muito bonita e se você esqueceu de colocar gasolina como eu 😁 tem um posto bem no começo da subida para ele. 

Como ele foi totalmente reformado não conseguimos ter a real ideia de como era, apenas fotos no seu interior mostram as mudanças. 

A visita é super interessante, o lugar é lindo. Aproveitamos para comer no pequeno restaurante do castelo e a comida estava gostosa.

💡A entrada do castelo custa 9 euros adulto e 5 euros menor de 18 anos.


Próxima parada foi Colmar. A cidade, que fica bem próximo da Alemanha, é realmente muito bonita, mas estava muito cheia, o que não fica muito legal em uma pandemia. Tudo lotado, ruas, restaurantes. Pra ser sincera não ficamos muito tempo. 

Estacionamos em um estacionamento subterrâneo bem próximo à entrada da cidade antiga e fomos bater perna. A parte conhecida como petite venice é realmente uma gracinha. 



A cidade estava cheia de mercados de Natal, um sonho realizado, pois eu sempre quis ver como eram. Dizem que a cidade inspirou A Bela e a Fera, o que faz todo sentido. 

Em Colmar provamos a tarte flambee, uma espécie de pizza dele realmente gostosa. Aliás, o que não falta é comida boa na região 😍 Não deixe de provar o kugelhopf, uma espécie de bolo/pão delicioso.

Por último visitamos Ribeauville, uma pequena cidade próxima de Colmar e, ao contrário dessa, estava bem tranquila. 

Logo na entrada da parte antiga tem um estacionamento gratuito. Pode deixar o carro lá sem problemas e partir para a caminhada.

A cidade também é linda, tem o mesmo estilo arquitetônico das anteriores, mas tem um castelo no alto do morro que dá um charme a mais. 


Foram dias intensos com muita caminhada e quilômetros rodados, mas valeu cada minuto 🧡



segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Paris e seus museus




Na época que eu fui comissária eu fui muitas vezes à Paris. Então, é uma cidade que, apesar de não ser novidade, é sempre bom visitar e sempre tem algo novo para ver.


Dessa vez eu revisitei alguns lugares, como o Louvre, e conheci outros. 


Por estarmos no meio de uma pandemia é necessário comprovar a vacinação para entrar nos locais fechados. 


Decidi não fazer o passe sanitário deles, pois custa 37 euros e o nosso dinheiro está muito desvalorizado para ficar gastando com coisas desnecessárias. Digo isso porque o nosso bom conectsus foi aceito em todos os lugares. Dito isso, não esqueça da máscara e aproveite! 


Paris tem vários museus incríveis, não tenho como e nem tenho a pretensão de falar de todos.  Dessa vez resolvemos voltar naquele que mais representa a cidade. Adivinha  qual?? Sim, o Louvre 🤩


Atualmente para entrar no Louvre é necessário comprar os ingressos on-line (https://www.louvre.fr/ Eu paguei 17 euros na entrada e a do meu filho, menor de 18 anos, foi de graça. 😁


É sempre bom lembrar que a Monalisa fica na aérea Denon do museu. Mas ele tem muito, muito mais do que a Mona! 

Não deixe de ver a parte do oriente médio, que é incrível! 

Ah, o código de Hamurabi também está no museu. 

Reserve algumas boas horas para a visita.


Dica: 

1- tem armários para guardar bolsas e casacos (de graça);

2- dentro do museu tem cafés e restaurante 

3- metro linhas 1 e 7, estação Palaus-Royal/Musee du Louvre ou linha 14, estação Pyramides


⭐️ Resolvi conhecer onde Napoleão Bonaparte. está enterrado. Sim, ele mesmo! 





O local é chamado de Les Invalides, pois Luis XIV, preocupado com os soldados franceses, decidiu construir acomodações e hospital para eles. 


Atualmente,  guarda um museu muito bom sobre as Guerras Mundiais. O lugar é mais interessante do que parece. Vale a visita! 


💡A entrada de adulto foi 14 euros e a de menor de 18 anos também foi de graça.


💡Como chegar: Metrô número 8 ou 13.


⭐️Outro museu que sou mega fã é o museu D’orsay. O acervo é incrível! Tem pinturas impressionistas e pós-impressionistas. Tem Van Gogh, Renoir, Cezanne etc. sem dúvida é o meu museu preferido em Paris.


💡A entrada custa 16 euros para adultos. 

💡  Metrô linha 12, estação  Solférino


⭐️ Museu Rodin. Rodin é conhecido por suas esculturas em bronze. Eu já fui e acho interessantíssimo. Dentre outras obras, o Pensador e a Porta do Inferno estão lá. 


Rodin morou na casa, que hoje abriga o museu, até a sua morte. A casa é linda e o jardim é muito bonito. Ao todo são mais de 6.000 esculturas, além de pinturas, gravuras e cerâmicas. 


Dentro também tem obras de Camille Claudel, que foi sua assistente por quase dez anos. Eles tinham uma relação bastante difícil. Hoje ela é considerada um gênio da escultura.


💡A entrada custa 13 euros 

💡No primeiro domingo do mês a entrada é gratuita, de outubro a março. Não precisa fazer reserva

💡 Metrô Varenne, linha 13


⭐️ O Petit Palais é o museu de belas artes de Paris. Só o prédio já vale a visita. É muito bonito. Fácil de achar, ele fica pertinho da Champs-Elysee.


💡O acervo permanente é gratuito, só paga-se pelas exposições temporárias. 



  




Destaco, brevemente, o museu Picasso, o centro Pompidou, Orangerie. E a lista continua…


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

India



 Como escrever sobre a Índia? A Índia é um choque. A Índia é impactante. É história, cultura, religião, comida, povo, pobreza, fé. É linda, mas também triste. Mexe com as emoções. A Índia é necessária. 

Fazia tempo eu queria ir. Ano passado tomei a decisão e fui. Contratei uma empresa lá (Noble house - querem agradar tanto que chega a irritar rsrsrs).  Roteiro escolhido, preço bom e partiu! Foram 15 noites entre India e Nepal. Todas inesquecíveis. 

A primeira parada foi Delhi, mas foi rápido porque no dia seguinte fomos para o Nepal. Conhecemos Delhi realmente no final da viagem. 

Nessa estadia de um dia em Delhi tivemos contato com o caos indiano. Muita gente, muito carro, muito engarrafamento, muita poluição. Tudo muito!

Tivemos tempo para ir em dois lugares apenas. O Qutub minar e o templo de lótus. 

Qutub minar é um minarete de tijolo mais alto do mundo. O complexo, pertencente à UNESCO, de monumentos, com exemplos de diferentes épocas e impérios. A torre foi construída para celebrar a vitória dos muçulmanos sobre o último governante hindu de Delhi. 




O outro local que visitamos no primeiro dia foi o templo de lótus. Um oásis de paz em meio ao caos. O lugar é surpreendentemente sereno rsrs e enorme. A construção é recente, 1986. A religião é Bahá’í e existem 8 templos no mundo. O templo está aberto a todos os praticantes de todas as religiões. É um local de convívio para os visitantes. 

Curiosidade: esse templo está entre as construções mais visitadas do mundo e foi quase integralmente financiado por uma única pessoa - Ardishír Rustampúr- empresário indiano  e devoto de Bahá’í. Ele doou suas economias para a construção do templo. 




O resto todo ficou para o final da viagem e será abordado em outro post. 

domingo, 10 de janeiro de 2021

Rio Grande do Norte



 Faz tempo não me dedico ao blog, mas como estou de férias resolvi escrever sobre onde estou. Rio Grande do Norte, para mim, já virou lugar comum rsrs venho muito aqui. Inclusive tenho um apartamento em Ponta Negra que está no Airbnb ➡️➡️ (https://abnb.me/dS8cmVDIWcb)  😃

Propagandas à parte, hoje eu resolvi conhecer o castelo Zé dos Montes no agreste do RN. Fica uns 100 km de Natal, na serra da Tapuia. Quase todo o percurso tem boa estrada, só fica de terra bem próximo. É muito fácil chegar, é quase um retão o tempo todo.

O lugar é lindo. Vale a vista. Paguei R$ 15,00 de entrada (01/21). No local tem um pequeno restaurante. Eu fui sozinha, sem problemas para mulheres ☺️

O castelo, que começou  a ser construído pelo Ze após ele ter uma visão quando criança, segue incompleto. No momento o castelo tem quatro andares com altares e salões vazios, 83 torres brancas e fica em uma área de 13 hectares em plena caatinga. O local fica aberto para visitação apenas nos finais de semana. 



Outro lugar muito legal, totalmente diferente do anterior, e pouco conhecido que fui aqui no RN é o Shui. Um lugar lindo para relaxar e passar o dia. É um refúgio no meio da natureza a 1:30 h de distância de Natal. 

O local funciona como day use e o valor inclui o almoço. Os gazebos têm capacidade para até 12 pessoas. Ahhh não tem wifi e o telefone não funciona ☺️Link do local: https://shuibrasil.com/como-funciona/ 



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

África do Sul - Joanesburgo


Para começar a contar sobre essa viagem incrível que acabei de fazer vou falar sobre coisas práticas.

Alugamos carro e dirigimos o tempo todo. As estradas são maravilhosas, um tapete. Algumas têm pedágio. Não esqueça que a mão aqui é inglesa, logo é  melhor alugar um carro automático.

Logo no aeroporto comprei um sim card na Vodafone. Funciona perfeitamente. Na loja vão tentar te empurrar um adaptador de tomada. Eu comprei :(, mas não tinha necessidade. Todo hotel que fiquei também tinha tomada de dois pinos.

O país é bonito, organizado, as pessoas são simpáticas, a comida é ótima e, em momento algum, achei violento. Confesso que estava bem receosa com esse ponto, mas, principalmente para quem mora no Brasil, não achei nada perigoso. Na realidade, Rio e São Paulo são bem mais perigosos.

Em relação ao dinheiro, achei o país barato.

O roteiro foi o seguinte: Joanesburgo, Kruger, Suazilândia, Port Elizabeth e Cape Town.

O deslocamento entre Joburg e Port Elizabeth (voei pela Mango) e de Cape Town – Joburg (kulula) foi feito de avião, pois, infelizmente, eu não tinha tempo para ir dirigindo, as distâncias são enormes.

Fiz todo o roteiro por conta própria, apenas peguei um guia em Joanesburgo, pois achei que o teor histórico do passeio merecia. E acertei!

Tinha planejado dois dias em Joanesburgo, mas a viagem para a África do Sul começou toda errada. A Avianca cancelou o voo de conexão sem avisar e com isso perdermos o voo para Joanesburgo. Diante desse fato, os dois dias viraram um, e bem corrido.

Antes de ir eu contratei um tour pela cidade com a Felleng tours. Ótima escolha! O nosso guia Rudie foi muito bom. Chegamos no hotel e logo ele estava lá.

A primeira parada foi naquelas antigas torres de energia famosas de Soweto, que agora servem para esportes radicais.






 No caminho ele fez questão de parar em uma barraquinha para mostrar o que as pessoas mais pobres da área comiam. Eu, por ser vegetariana, não consegui olhar. Eram restos de cabeça de boi com uma papa feita de farinha.

Na sequência fomos na praça Walter Sisulu, cuja importância história é enorme. Foi nessa praça que, em 1955, durante o regime do apartheid, Mandela e outros se reuniram como Congresso do Povo e elaboraram a Carta da Liberdade. Ela pode ser lida dentro do monumento da praça.



Aqui caminhamos para ver pessoas e seus hábitos. Conhecemos curandeiros e almoçamos com o pessoal na rua (comida deliciosa). A comida consistia em repolho, a papa de farinha e frango frito.

O tour continuou com a parada na casa em que Mandela morou antes de ser preso. Na realidade, quando ele saiu da prisão ainda ficou um tempo nela, mas logo mudou, pois não tinha segurança e privacidade.




É extremamente interessante ver como ele e Winnie moravam. Como eram pessoas humildes e a força e influência deles no povo. Bem emocionante.





Por fim, fomos no museu do Apartheid. Parada obrigatória. Se for para escolher uma atração na cidade, com certeza, é essa! O museu é muito bonito, bem grande, e o teor é triste e pesado.
Em uma parte tem uma exposição sobre Mandela e na outra sobre o Apartheid em si. O bilhete de entrada do museu já é chocante. 


A entrada é dividida em brancos e não brancos para mostrar aos visitantes como era á época. A gente acha que sabe algo sobre esse sistema de discriminação racial, mas depois de passar pelo museu fica claro que não sabíamos nada.


















O dia foi intenso, foi corrido, mas foi maravilhoso! Ficamos hospedados no C.A.G The Vantage, em Sandton, e aprovamos. Boa localização, ao lado de um shopping.

Jantamos no Jamie´s Italian, em Melrose, e também adorei esse bairro para se hospedar.



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Jordânia -Petra


Entramos na Jordânia pelo Sinai. As cidades da fronteira são Eilat (Egito) e Aqaba (Jordânia). Essa fronteira é super organizada e rapidamente se chega na Jordânia.
Resolvemos contratar um motorista para nos levar a todas as cidades que queríamos, mas é plenamente possível alugar um carro lá. As estradas são boas, bem sinalizadas (em árabe e em inglês) e o país bem seguro.
O roteiro na Jordânia foi: Petra, Karak Castle, Madaba, Mar Morto, Umm Quais, Amã, Ajoun Castle e Jerash (não necessariamente nessa ordem!).

Um importante detalhe: Jordânia é cara, bem cara, então se prepare.

Outra dica: Compramos o JordanPass antes de ir. Ele inclui o visto e várias atrações. Vale a pena!
Segue o site:  https://www.jordanpass.jo/

Siq



Da fronteira fomos direto para Petra (120 km de Aqaba). Ficamos em um hotel bem na entrada da Cidade Perdida ou Cidade Rosa.

Sei que Petra dispensa apresentações, mas vale saber um pouquinho da história dessa maravilha do mundo.

A cidade foi esculpida, por volta do século VI a. C., nas rochas pelos Nabateus, um povo árabe que ficou nessa região por 2.000 anos. A entrada para a cidade é feita pelo Siq, um caminho entre as rochas que termina exatamente com aquela visão magnífica do Tesouro (Al-Khazneh).

O Tesouro é o que vem na nossa cabeça quando pensamos em Petra,  mas, definitivamente, a cidade é muito mais do que só ele.

O lugar é muito grande, muito mesmo, caminhamos dentro umas 7 horas seguidas, e não vimos tudo. Dentro da cidade há tumbas, teatro, templos, etc. O Mosteiro, por exemplo, fica a mais ou menos 10 km da entrada do Siq.




Visão geral de Petra



Logo na entrada da cidade somos abordados por locais oferecendo carruagem e cavalos. Eles dizem que o animal está incluído no valor da entrada. Não está! O cavalo leva apenas até a entrada do Siq, custa 2JD (2018). Vão te cobrar esse valor e ainda vão esperar gorjeta.



Cuidado com os beduínos. Eles têm fama de furtar e assediar turistas. O tratamento deles com os animais me chocou, os burrinhos, camelos e cavalos são extremamente mal tratados. Não os utilizei, pois sou contra a crueldade com animais, por isso andei muito.

No final da trilha principal, bem depois das tumbas, há dois restaurantes. Um bom e um ruim. O bom tem buffet e cobra 15 JD por ele. Ah tem cerveja! O que é super raro encontrar.

O Tesouro  tem 40 metros de altura e , provavelmente, foi construído no Século 1 a. C.
Sabe aquela foto clássica do alto do pedra com ele lá embaixo? A trilha, que é fácil, começa no seu lado esquerdo.

Na frente dele tem um café, onde tirei essa foto aí do lado. O chá deles é ótimo!








Nós resolvemos continuar a visita pela trilha clássica, a mais popular. Seguindo ela passamos pela rua das fachadas, com vários túmulos.

Uma das tumbas

Nas noites de segunda, quarta e quinta são acesas 1.800 velas desde o Siq até o Tesouro. Nós não fomos ver o espetáculo das velas à noite, não tínhamos mais pernas para chegar :)


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Luxor


 Luxor é a última parada do cruzeiro, aqui voltamos a ficar em hotel. Todos os nossos guias durante a viagem foram ótimos, mas em Luxor tivemos o melhor Habibi conosco, e ainda bem, pois ô lugar com milhares de coisas para ver. Na realidade a cidade é conhecida como o maior museu aberto do mundo. E faz jus!

Andamos muito pelas ruas da cidade, o mercado é ótimo. Tome apenas cuidado com os carros (nunca sabemos de onde vem, para onde vão e é buzina pra todo lado!) e seja enfático ao dizer NÃO quando assediado (assédio para compras, para entrar no táxi, para tudo!!). Fora isso, não há perigo algum. 

#Partiumundoo Dica: Moças, por favor, evitem colocar as pernocas de fora. Só o fato se sermos estrangeiras já chama atenção. Eu comprei uma calça típica e fiquei com ela o tempo todo. :)

Ficamos duas noites, mas com certeza essa cidade merecia mais tempo. Aliás essa é a sensação normal no Egito. É tanta história, tanta coisa para ver, saber, que falta tempo.

Luxor é dividida em margem leste e oeste. Os templos de Karnak e Luxor ficam na margem leste, já o vale dos reis, vale das rainhas e o templo de Hatshepsut na margem oeste.


A primeira coisa que fizemos foi o passeio de balão. Não há porque ficar com medo, é só seguir as orientações do piloto. O balão sobe bem cedo, ainda está escuro quando chegamos ao local. Lá do alto a visão é incrível. Dá para ver ambos os lados de Luxor. 

 Foi a segunda vez que andei de balão ( a primeira foi na Capadócia), espero repetir muitas e muitas vezes.

Por ser Egito, mais uma vez se prepare para o pouso, não por questões de segurança, mas, sim, porque assim que ele começa a descer vêm várias pessoas correndo até ele para pedir dinheiro, claro. Algumas crianças são de partir o coração. Eu, particularmente, fiquei bem tocada.
Ah a equipe do balão também espera gorjeta. Aliás todos no Egito esperam. 













Continuamos o passeio pelo lado oeste da cidade. O vale dos reis, local das tumbas de vários faraós, é grandioso. O local foi por eles escolhido para a passagem à eternidade por ser uma montanha em formato de pirâmide. A importância arqueológica é enorme. 

Aqui foi encontrada a tumba de Tutancâmon, que, atualmente, está no museu do Cairo. Algumas são ricamente decoradas, as pinturas e hieróglifos em excelente estado, outras são tão profundas que ficamos sem saber como fizeram. A de Seti I, por exemplo, tem mais de 120 metros de profundidade. Também estavam aqui Ramsés VI, Ramsés III e Amenhotep II, dentre outros. 

 Como podem ver não há proteção nas paredes, o que é uma pena. Sabe-se lá até quando teremos os hieróglifos nelas.







#Partiumundoo Dica: Não deixe de levar água, a caminhada é grande e o calor enorme. Só há banheiro na entrada do Vale.




Daqui seguimos para o Vale das Rainhas. Uma das tumbas mais importantes e decoradas é a da rainha Nefertari, uma das esposas de Ramsés II. Particularmente eu achei as tumbas aqui mais bonitas.



Próxima parada: Templo de Hatshepsut. Ela foi a primeira mulher faraó da história. A história dela é bem interessante e nos foi contada pelo guia, tentarei escrever o que lembro. Hatshepsut só deu ao marido uma filha, Néfruré, em compensação, uma outra esposa deu a ele um filho, que recebeu o nome de Tutmósis III, que, ao completar a idade de oito anos ficou órfão do pai, tendo então que Hatshepsut, em seu papel de Grande Esposa Real, assumir uma co-regência até que o garoto tivesse uma idade mais apropriada para reinar, porém, quando o rapaz alcançou a idade de quinze anos a rainha se declarou faraó, e assim permaneceu por vinte e um anos.

Templo funerário de Hatshepsut

 Mais uma curiosidade: ela se vestia como homem para governar o Egito.


 


Para terminar essa margem, passamos pelos Colossos de Memnon. 

São duas estátuas gigantescas do faraó  Amenófis III, que serviriam para guardar o seu templo funerário.





Uffa! Acabamos uma margem. Vamos para a outra?

Karnak é um super templo, mais de 260 mil m², dedicado à Amon-Rá (rei dos deuses). É o maior de todo o Egito.  Só na época de Ramsés II, 80 mil homens trabalharam em Karnak. Cada faraó que passou pelo Egito incluía sua marca no templo. O templo tinha vários obeliscos, a grande maioria foi levada ou dada de presente.

 
O complexo é composto de três grandes templos: Montu, Mut e Amon (o maior deles).

Na entrada do templo, antes de cruzar o primeiro pilone, veremos 40 esfinges com cabeça de carneiro. É o começo da Avenida das Esfinges, que chegava até o Templo de Luxor.


#Partiumundoo Dica: Roupas e sapatos confortáveis. Ele é realmente gigantesco!




Em uma das salas os pesquisadores acreditam que há 134 colunas e, antigamente, era coberta por um teto.


O complexo ainda tem um lago, que era considerado sagrado e servia para purificação.





Nas proximidades do lago, existe uma intrigante estátua de granito do escaravelho. Reza a lenda que se uma pessoa der voltas ao redor dela, a estátua teria o poder de realizar desejos relacionados a fortuna (3 voltas), matrimônio (5 voltas), felicidade (7 voltas) e segredos (8 voltas).  Juro que não lembro quantas voltas dei!

De noite Karnak tem show de luz e som.

Passemos para o templo de Luxor. Esse é bem menor que o anterior, mas está super bem conservado. 
Ele é o único monumento do mundo que contém em si mesmo as épocas faraônica, greco-romana, copta e islâmica. Aliás, tem uma mesquita junto dele.

Curiosidade: o obelisco da Place de la Concorde em Paris veio de Luxor. Na foto abaixo aparece um obelisco, falta um do lado. Eram dois na entrada.

Aqui, também, Ramsés II acrescentou suas estátuas. Um detalhe raro: tem uma estátua de Tut com sua esposa.


Tut e esposa



Na frente do templo vê-se a avenida das esfinges, aquela que chega em Karnak. 
Adorei fazer a visita de noite, o templo fica lindo iluminado e o calor é menor. Ah também tem show de luz e som.

Para fechar Luxor vale mencionar que visitamos o Museu da Mumificação. Ele fica na margem leste do rio Nilo, fácil de achar e nós estávamos hospedados bem perto dele. O museu é pequeno, mas bem interessante. Ele explica a técnica utilizada para embalsamar pessoas e animais. Não tenho foto, pois é proibido fotografar.



quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Algarve


Algarve é uma região de uns 200 km cheia de praias lindas no sul de Portugal que engloba vários municípios, ao todo são 16, dentre eles Faro, Portimão, Lagoa, Albufeira, Tavira.
É muito fácil chegar lá. De Lisboa é só pegar o trem na estação Oriente (o trajeto dura umas 3 horas) ou ir de avião até Faro.

Faro pode ser utilizada como base central para se visitar a região, mas também tem vários atrativos, como por exemplo, a Vila Adentro, parte histórica da cidade que, aliás, tem bons restaurantes; a praia de Faro e as ilhas.

No cais da cidade partem os barcos para as ilhas (ilha deserta e ilha do farol), os horários são diversos no verão, só chegar lá e pegar um. Para a ilha deserta são uns 45 minutos de ferryboat pela Ria Formosa, uma série de lagoas de água salgada que servem de abrigo para aves migratórias.


Para maiores informações: https://ilha-deserta.com/pt/
 

Arco da Vila
Acho muito agradável tomar um drink no restaurante O Castelo, que fica dentro da parte antiga da cidade, vendo o por do sol.


Ilha deserta















Também recomendo a Hamburgueria e  o restaurante Portas de São Pedro.

Uma atração estranha de Faro é a capela dos ossos. Sim, é cheia de ossos mesmo! Os ossos do cemitério superlotado foram colocados nessa pequena capela, que fica dentro da igreja do Carmo.

Capela dos ossos

Vale muito a pena alugar um carro  no Algarve, assim fica mais fácil conhecer as praias, que são muitas e relativamente próximas uma das outras. O link abaixo leva a um mapa com a localização delas.


Não deixe de fazer o passeio de barco. É muito bonito. Imperdível. O barco passa por diversas grutas. Nós pegamos o barco em Portimão, mas também tem saída de outras cidades.






 A praia de Benagil, essa ai na foto do lado, fica em Lagoa (mais ou menos 1 hora de Faro). É considerada a praia mais bonita do Algarve. 
No passeio de barco eles param para tirar fotos, mas não deixam descer.
A maneira mais legal de chegar na gruta é de caiaque. Há pessoas que vão nadando mesmo, mas precisa verificar se as condições do mar estão favoráveis, tem muita corrente na área.
Tente ir na parte da manhã, ela costuma ficar menos cheia.





Outra praia imperdível é a da Marinha, considerada uma das 10 mais bonitas da Europa. Não é a toa! Ela é rodeada de falésias esculpidas pela erosão. O visual é lindíssimo!
🌟Prepare-se! Existe uma escadaria para chegar na areia da praia e são muitos degraus.






A  belíssima praia do Camilo, em Lagos, também é acessada através de escada (uns 200 degraus), porém essa descida é menor do que a da Marinha.

A pequena praia fica entre falésias e é deslumbrante. Uma passagem entre os rochedos revela uma outra prainha, linda também.

🌟 Em todas não esqueça de levar água, guarda sol, etc. Há apenas um restaurante em cada e definitivamente não há aluguel de cadeira nem guarda sol.



Trogir

Trogir é uma linda cidade bem próxima de Split (27 km). É uma das cidades mais antigas da Croácia com mais de 4 mil anos de existência. Seus...